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O PT fodeu com o Brasil inteiro, desde a educação (que virou treinamento de guerrilha e perversão sexual) até a economia. Além disso, apóia tudo o que há de mais nojento no mundo, desde ditaduras de toda sorte até o Estado Islâmico, aquela instituição decepadora semanal de cabeças com a qual a nossa presidanta anencéfala quer dialogar.

E eis que, diante disso tudo, o brasileiro pseudo-esclarecido de classe média está mais preocupado é com seus escrupulinhos de votar no odioso PSDB, o partido que salvou o Brasil da miséria econômica da inflação e ainda conseguiu passar umas duas ou três reformas e privatizações, apesar de o PT ter votado, no parlamento, contra o interesse de todos os brasileiros sempre.

Bem-vindo ao Brasil, o país onde os livros mais desimportantes dos autores clássicos da literatura e do pensamento universais são publicados décadas antes de suas obras-primas.

É tanta idiotice, que eu quase cedo aos meus desejos sádicos de ver o Partido dos Totalizadores se perpetuar no poder, só pra ver aquelas pessoinhas anti-tucanas presenciarem a reestatização de toda a economia, perderem seus carrinhos semi-novos para o fisco e ainda voltarem a pagar milhares e milhares de reais por uma linha telefônica.

Preciso postar mais aqui. As coisas que a gente posta no Facebook se perdem. Mais de uma vez já tentei encontrar posts antigos meus e não consegui, é simplesmente impossível fazer buscas no que a gente posta lá.

Não posso me orgulhar de ter logrado grandes sucessos na minha vida. Um, porém, eu sei que obtive: não ser um receptor passivo de informação; não esperar que a verdade venha até mim – mas, ao contrário, sair em busca do conhecimento. No que não dependa de tirar a bunda da cadeira, de sair de casa fisicamente, posso dizer que sou um ser dinâmico e proativo!

Uma das barreiras que eu tive de transpor no meu caminho em direção ao gosto por literatura, e que na verdade continuo tendo de transpor todo dia um pouco, é aquela que se poderia chamar, na falta de um nome melhor, de estética do tosco.

Essa estética do tosco é, primeiramente, uma ética, um comportamento, uma visão de mundo fundada na idéia de que “não há poesia depois de Auschwitz”. Segundo essa visão do mundo humano, dizer coisas belas é “idealismo”, “cafonice”, sentimentalismo pobre de pessoas medíocres que não são capazes de enxergar a “verdadeira” face da realidade humana. É como quando você passa por uma região decadente da sua cidade e alguém então lhe diz: esta é a verdadeira Florianópolis. Ora, por que “verdadeira”? Obviamente a pessoa está aqui se reportando a um valor subentendido, um pressuposto velado, algo que todos aceitam como indiscutível, mas que ninguém nunca enuncia – mesmo porque se enunciasse, revelaria imediatamente o ridículo da idéia: que uma parte da cidade é mais verdadeira que as outras!

Analogamente, o que está pressuposto em tal postura é que o homem tornou-se incapaz de dizer coisas belas depois que “descobriu” a feiúra, ou então que, ao dizê-las, está sendo ingênuo ou hipócrita.

Bem, aqui precisamos ir por partes. Primeiramente, “o homem” não existe propriamente. Eu não tenho nada a ver com Auschwitz. Se aqueles sujeitos lá foram capazes de fazer o que fizeram, isso não implica que eu o seja também, nem muito menos isso me impede de enxergar o belo no mundo e fora dele. Em segundo lugar, se o feio existe, e é claro que existe, não foi descoberta do maravilhoso homem moderno. Percebe como somos prepotentes? Até na ruindade o homem moderno acha que superou seus antepassados – e, pior, gaba-se disso. Ora, decerto que “superou” mesmo, mas antes por falta de capacidade de enxergar a feiúra, o mal, do que por excesso. Percebe a inversão? Os homens, em um dado momento da história, infantilizam-se, tornam-se extremamente ingênuos e otimistas, e por isso inventam doutrinas idiotas e auto-enganosas que terminam por matar dezenas de milhões de pessoas. Depois descobrem isso – mal e porcamente, diga-se passagem, pois tais doutrinas ainda estão aí (o que descobriram foi apenas a maldade concreta do genocídio) – e então passam a se achar os reis da cocada preta.

O resultado da história então é o seguinte: você não é nenhum ser superior que está acima da beleza e que portanto tem o direito de se entediar com a leitura de, digamos, Jane Austen. Você (lembre-se de que estou me incluindo aqui, sempre) não passa de um idiota moderno que não aprendeu a apreciar a beleza da arte e que por isso acha os romances chatos, cafonas, piegas, demasiado ternos na melhor das hipóteses; preferindo a eles a leitura de uns tratados escolásticos, de uns contos “lado B”, de umas crônicas diárias do que acontece em Brasília etc etc (conforme a “tchurma” a que você pertença no Facebook).

Não tenho uma fórmula para escapar disso. Eu mesmo levei uns 10 anos para lográ-lo, durante os quais progredi aos trancos e barrancos na busca de superar a minha “apeirokalia” (vide artigo homônimo de Olavo de Carvalho em O imbecil coletivo 2). Mas digo que é preciso ao menos tomar-se consciência disso! Em um certo momento da minha vida, eu disse a mim mesmo: “Evandro, tome vergonha na cara e eduque-se esteticamente!”

Sugiro que todos façam o mesmo. Vale a pena.

Viver infiltrado?

Em teoria pode até ser possível viver “infiltrado” no meio acadêmico se, se contaminar de algum modo. Mas na prática, o que tenho visto é que quem continua na academia permanece sempre intelectualmente morno, por assim dizer, ou então adere logo às idéias mainstream. Multiplicam-se os exemplos entre os meus conhecidos na Internet. A influência desse meio é tão profunda, que fica difícil escapar-lhe. Vai desde as pressões ideológicas do dia a dia até a própria estética da escrita, enfadonha e repetitiva, e do ambiente em torno, suja e decadente. As pressões mais profundas são simbólicas, portanto, e por isso mesmo muito mais eficazes e imperceptíveis.

A UnB, por exemplo, era um ambiente razoavelmente freqüentável quando eu estudei lá, no fim doas anos 90. Hoje o “minhocão” é uma pocilga imunda e decadente, povoada de estudantes não menos imundos, que mais parecem mendigos. Seres humanos normais passam por ali, é claro, mas como intrusos indesejados pelos donos auto-eleitos do local.

Naked truth

Toda vez que eu vejo alguém falar que é preciso “mudar tudo isso que está aí”, eu penso em quantas gerações de pessoas inteligentes seriam necessárias para sequer definir com mínima clareza o “tudo isso que está aí” da frase. Aí o sujeito fala assim, pressupondo que aquilo que ninguém sabe definir, que aquilo que cada um define loucamente segundo suas idéias idiotizadas por décadas de cultura jornalístico-petista, esta coisa multidefinida e por isso mesmo multi-indefinida, seria algo tão óbvio que sequer precisa ser exposto.

Na verdade, estou dizendo isso mais por retórica, pois quem assistiu às últimas quatro ou cinco eleições sabe muito bem quem inventou a expressão “tudo isso que está aí”. Foram as mesmas pessoas que implodiram a autonomia do Banco Central, foderam com o protótipo de economia que o Brasil tinha e agora estão atacando uma magricela ex-revoltadinha e assassina de fetos travestida de arauto bonzinho de uma terceira via neocomunista, porque ela supostamente vai devolver essa autonomia a um órgão que nem deveria existir.

Falar do Brasil de hoje é praticar literatura fantástica no mais alto grau. Nem um William Burroughs teria tanta imaginação para o insólito. Suas baratas datilógrafas chegam a ficar fofas perto dos nossos cidadãos.

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Quanto tempo leva desde que um sujeito se converte até que ele se transforme em um autômato idiotizado a buscar obsessivamente uma impossível coerência entre sua vida e as encíclicas papais? Qual é o caminho que leva a essa postura? Quais são as causas dessa pauperização do sentimento católico? Por que isso não parece acontecer com mulheres na mesma proporção que com homens?

Além disso, adianta estudar profundamente em que medida a Igreja (entendida no sentido mais abrangente e espiritual, não como instituição, e muito menos como instituição moderna) exige ou espera concordância entre os documentos não-dogmáticos da Santa Sé e os atos, as palavras e até as análises sociológicas, históricas e filosóficas de um católico? Quando pergunto se “adianta”, quero indagar com isso se a impugnação dessa postura não estaria em um plano mais concreto, como o das obras praticadas pelo tipo humano em questão; isto é, em vez de entrar em questões espinhosas como a da abrangência da infalibilidade do Papa e do Magistério, não seria mais viável e eficaz analisar se esse tipo – que se poderia denominar “legalista eclesial” ou, simplesmente, fariseu – produz amor ou ódio com seus atos, julgamentos e censuras?

Outro problema: em que medida uma filosofia, ou um conjunto qualquer de interpretações sociológicas, históricas, psicológicas etc, de um indivíduo podem ser julgados coerentes ou não com encíclicas e com normas do direito canônico? Essa exigência me parece implicar uma limitação metodológica e até ontológica das ciências sociais. A limitação, em si, não traz nenhum problema. Mas advinda da Igreja, pressupõe que esta, em suas disposições escritas já existentes, abrange a totalidade da realidade, ou seja, todo o mundo das possibilidades. Se assim fosse, não haveria sentido em dizer que a Igreja é o corpo de Cristo na terra. Nesse caso ela seria a própria Cabeça, o próprio Deus, e não “na terra”, mas em todo o lugar e para além (pois não estaria sujeita às limitações intrínsecas que a realidade impõe ao conhecimento).

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