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Relato que um colega de profissão me enviou recentemente:
“Olá, Evandro! Tudo bem? Sou tradutor técnico inglês-português e há tempos acompanho seu blog. Não tenho formação acadêmica na área. Já fiz oficinas e cursos de curta duração, incluindo de tradução literária. 
Numa das últimas oficinas de tradução literária, no ano passado, lembro-me de ter levado para uma das aulas um post do seu blog com uma tradução de Meridiano de Sangue na edição portuguesa e brasileira. Tanto o professor (tradutor da ******** editora) quanto os alunos (todos formados em Letras e alguns cursando pós em tradução) disseram que, em primeiro lugar, o português de Portugal é diferente (!). Respondi que disso eu sabia. Apenas gostaria de lhes mostrar um exemplo de como as traduções portuguesas atualmente são melhores do que as brasileiras. O professor discordou e afirmou que nunca o Brasil contou com tantos tradutores bons como hoje. Quanto aos alunos, percebi que todos só liam tradutores brasileiros. Não só isso: para minha surpresa, os alunos não eram tão bons como eu imaginava (antes mesmo de começar eu já me coloquei para baixo, como o pior dos alunos, o pobrezinho…). Já no fim do curso, o professor nos entregou um artigo do Bagno! Conheci a figura naqueles artigos do Olavo. Surpresa ainda maior foi descobrir que TODOS os alunos conheciam o Bagno! Lembro-me de ouvir ‘Ah, já li um livro dele, muito bom!’, ‘Ah, tem um livro dele…’, ‘Li a gramática dele…’ Para terminar: em quase todos exercícios, o professor colocou os meus entre os melhores; mas eu sabia que havia muita coisa para melhorar.”
Só tenho um único comentário a fazer: Sim! Temos muito mais tradutores de qualidade hoje, pois nossa população quadruplicou. Na década de 1950 tínhamos uns 6. Hoje temos uns 8.

Captura de tela 2016-06-25 01.17.35

 

Esta foto de uma reles pesquisa no Google, da palavra “compass”, é minha humilde “homenagem” ao bobão que traduziu o livro “The Moral Compass”, de William J. Bennett, como “O livro das virtudes II: O COMPASSO moral”, para a Editora Nova Fronteira. Compasso teu c#, ô imbecil!

É comovente como, do dia para a noite, LITERALMENTE, os jornalistas passaram a referir-se a uma tal “cultura do estupro” com uma naturalidade quase infantil. Nada de novo, mas essas coisas são tão surreais – a maleabilidade, praticamente gelatinidade mental do homem moderno – que não canso de me admirar.

Na qualidade de escritor insignificante de Facebook, escrevo um post linkando um vídeo em que três figurões conversam sobre a intelectualidade de direita no Brasil. O post tem exatas 17 curtidas. Mesmo assim, um deles, editor famosíssimo, aparece nos comentários meio ofendido com o que eu possa ter insinuado a seu respeito e tenho de lhe explicar, aos trancos e barrancos, o que eu quis dizer, antes que ele saia correndo por falta de tempo.

Como explicar sua aparição? Ah, decerto os dedo-duros, bajuladores de Internet, smeagles de inbox, prontamente lhe enviaram o link do meu post, ansiosos por uma “treta” gratuita.

O Brasil não precisa de censura, já tem os brasileiros.

O que o Martim diz em 01:42:47 é uma das coisas mais importantes do mundo e que, convenhamos, POUQUÍSSIMA gente na “nova direita” faz.

Claro, não deveria ser nenhuma novidade para alunos do Olavo; é só mais uma daquelas idéias copiadas do grande mestre. Termina, porém, fazendo as vezes do “novo”, ao menos no sentido de que é algo que todos já ouviram, mas quase ninguém botou em prática.

 

Claro, como pude me esquecer do Charles Bukowski, no post anterior? Pode parecer pouco edificante ter como influência alguém como ele, mas conheci poucos autores mais sinceros, até hoje, que aquele velho safado. E para piorar, ou melhorar, ainda foi usuário de Macintosh no fim da vida. Deve ter sido um dos únicos usuários heterossexuais que a Apple já teve, fora eu.

Quinze autores

Está bem, vou listar os 15 autores. Mas não vou marcar ninguém.
Alguns deles incluo só por causa de uma obra, então coloco-a entre parênteses.
As regras: Não demorar muito para pensar sobre isso. Quinze autores que influenciaram você e que sempre ficarão com você. E marque depois 15 amigos, incluindo aquele que te convidou, para que veja sua lista.
1 – Olavo de Carvalho
2 – Patrick Süskind (O Perfume)
3 – Gabriel García Márquez (Cem Anos de Solidão)
4 – Dostoiévski (principalmente “Crime e Castigo”)
5 – Simone de Beauvoir (Todos os homens são mortais)
6 – Vergílio Ferreira
7 – Marcel Proust
8 – Stefan Zweig (Mendel dos livros)
9 – Manuel Bandeira
10 – René Guénon (principalmente por “A crise do mundo moderno”)
11 – Philip Roth (Pastoral Americana)
12 – C. S. Lewis
13 – Eric Voegelin
14 – Aldous Huxley (A ilha)
15 – Gustavo Corção (Lições de abismo)
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