Motivação e integração é a PQP! ou Happy Hour no pântano

“Objetivo: aperfeiçoar a fluência na língua inglesa usando documentários, telejornais, filmes, internet, sitcoms, talkshows e outros materiais como motivação para o desenvolvimento das habilidades comunicativas. Desenvolver a expressão e a capacidade de compreensão de forma integrada.”

[Curso “Happy Hour: Conversação em Inglês”, na PUC do Rio]

Lá no pântano, resolveram fazer um happy hour, assim em itálico mesmo, pra ficar mais importante. Chamaram uns garçons pra servir vitamina de maracujá com leite de cabra e vinho Almadén de 10 reais, sem gelo (são duas bebidas, viu? Não é uma só não). O objetivo era desenvolver a expressão e a capacidade de compreensão de forma integrada, mesmo porque expressar-se sem compreender é uma absurdidade. Não obstante as sitcoms, os filmes e os talk shows exibidos, aqueles mortinhos burrinhos lá debaixo d’água não conseguiam desenvolver suas habilidades comunicativas, talvez pela ausência de itálicos nos termos do programa. Ou então os materiais exibidos não estavam servindo de motivação a uma dinâmica grupal produtiva no que tange à potencial aquisição de uma fluência no idioma alienígena. Pensou-se em cortar o vinho, que estaria prejudicando a concentração, mas logo se eliminou a idéia, mediante protestos generalizados e cusparadas de vitamina de maracujá com leite de cabra.

Lá pelas tantas, uma linda donzela de canelas roxas levantou-se (seus cabelos quase tocaram a superfície da água) e proferiu um discurso disléxico, quase uma monografia de faculdade, daqueles textos que os seus colegas de grupo escreviam e te entregavam pra “juntar com o seu” e entregar ao professor. Sua peça de desoratória era, até ali, a prova mais concreta de que havia um problema de motivação, ou talvez de pedagogia integrada, que estava impedindo aqueles mortinhos burrinhos de desenvolver suas blá blá blás.

Foi assim que terminou o primeiro happy hour com objetivo realizado no pântano de flores cheirosas.

Depois disso, quiseram fundar uma escola com administração inclusiva no pântano, mas os mortinhos burrinhos não caíram nessa (não eram tão burrinhos assim, pelo visto). Eles disseram aos três burofratas (assim com f mesmo) autores da iniciativa de busca motivacional-pedagógica que inclusão de c* é rola e foram beber mais vinho Almadén de 10 reais, sem gelo. Graças a isso (ao xingamento, não ao vinho), hoje os mortinhos estão um pouco mais inteligentes. Descobriram o algodão doce, que enxertaram na névoa do pântano, dando origem ao famoso misty cotton. Já não fazem mais happy hours com objetivo e já não se importam mais com motivação (afinal, motivação de c* é rola) nem com a integração entre compreensão e expressão, o que no final das contas perceberam ser apenas uma maneira chic de dizer que a galera fica falando merda e não compreendendo merda nenhuma. Viche Maria!

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