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Archive for August, 2004

Replicância

Pássaros bege sobrevoam o pasto e jaboticabas replicantes brotam do capim.

Repolhos roxos saem correndo sem saber o que pensar e galinhas enlouquecidas vão pra Angola.

Do alto das torres gêmeas, da varanda, vejo e respiro poluição, ouço pombos e papagaios e sinto o rumor dos vizinhos, 141 ao todo.

Mundo louco!

Culpa do Bush!

Receita: aromaterapia, Florais de Bach, Che.

Minha obsessão é pular da varanda em viagem astral, encontrar o Che e a Olga no meio do pulo e fazer uma banana pra eles.

É assim que se escreve obsessão?

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As menininhas

Vejam isso (lá no fim da página). E isso! São as menininhas. Elas são fofas e eu e a Henriqueta cheiramos elas sempre que possível!

Hmm. Ouvi dizer que um homem que usa o adjetivo “fofo” é suspeito.

Ontem vi uns playboys de bermuda florida nadando na piscina do meu prédio. Eles são muito machos, apesar das bermudas floridas.

Então, por que eu não posso falar “fofo”?

Fofo, fofo, fofo, fo-foooo!!

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Working shit

Tudo bem. Todo mundo já falou isso. Mas, you know, é como uma declaração de princípios da qual eu também tenho que participar. Então, lá vai:

O trabalho não dignifica.

Tem uma voz dentro de mim que anda dizendo que talvez dignifique um pouquinho. Mas ainda não consegui indentificar se é uma voz do bem ou do mal. Acho que o mais provável é que eu ande confundindo dinheiro com dignidade. É mais ou menos assim: não depender de ninguém dignifica. Ganhar seu próprio dinheiro é uma forma de não depender de ninguém. Hmm. Ou não. Há milhões de outras formas de dependência… Pode-se concluir que o trabalho é uma forma materialista de independência. É a liberdade do consumista. Mas, como não posso negar que eu seja um pouco consumista, talvez seja esta a origem da tal voz dentro de mim.

Em todo caso, como princípio geral, continua valendo o declarado. O trabalho não dignifica. Mesmo que dignifique um pouquinho, precisamos manter sempre em mente o contrário, sob pena de escravidão voluntária. Há certas idéias que precisam ser sempre tidas em mente (que frase horrível! Vou reelaborá-la…). Há certas idéias que se devem sempre ter em mente. Como a de individualidade, por exemplo.

E tenho dito!

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Estar sentado em frente ao computador quando advém uma crise de tédio…

Por que o computador parece sempre estar pedindo para que você faça alguma coisa nele?

Estarei enlouquecendo?

Preciso fazer algo mais útil?

Ver as olimpíadas na TV?

Não, eu falei algo mais útil.

Comer bolo de fubá!

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I, I, I, I, I, I, I, I, I, I…

…should have known better!

I, I, I, I, I, I, I, I, I, I…

…should have known better!

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popinha.jpg

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Primeiras imagens

Quando penso no Rio de Janeiro, a primeira imagem que me vem à cabeça é a de uma geladeira gigante (os prédios).

Quando penso em Belo Horizonte, penso logo em broas de milho.

Brasília me traz à cabeça um pôr do sol atrás de um balão (rotatória), eu descendo a rua de carro.

Salvador me traz à memória um troço de concreto com um cilindro vermelho, sinalizando que ali é a praia de Piatã (nem sei se existe isso ainda lá).

Manaus me faz pensar em carros importados aprisionados em outra dimensão (do lado de lá daquela coisa bizarra chamada Trans-amazônica).

Fortaleza: paralelepípedos hexagonais.

Vitória, taxistas loucos que andam a meio metro do carro da frente, mesmo a 70 Km/h, motivo pelo qual ficam olhando para o farol traseiro do carro da frente enquanto dirigem (para ver quando vai acender), e não para a rua.

Porto Alegre me lembra janelas “furadinhas” que se abrem como basculantes, mas que também são “esteiras”, como aqueles portões de lojas.

E ar-condicionado em dia de sol forte me lembra a Flórida, lugar curioso, onde as pessoas compram copos de 1 litro de Coca-Cola e comem carne com gosto de sei lá o quê. Mais estranho só mesmo o estado de Goiás, onde se come empadinha de coisa amarga, testículos de boi e cagaita.

Quando eu nascer em outro lugar, quero que seja o terraço do meu prédio, onde os canos são coloridos, a caixa d’água emite seu som tranqüilo eternamente como se o mundo não fosse o mundo e as máquinas dos elevadores transmitem mensagens cifradas sobre a imutabilidade das coisas que sobem e descem. Lá farei minha cama, e por dez mil anos dormirei, enquanto as formiguinhas lá embaixo praguejarão contra o calor e o frio e a Martinha e o Maluf.

Depois entrarei com dois coelhos em uma caixa d’água só e serei peixe enfim.

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