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Archive for September, 2004

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Foi num dia de férias em um hotel trash de Brasília que tivemos a visão. Sentávamo-nos à mesa do refeitório, os vidros eram de uma leve cor lilás, do outro lado deles via-se o asfalto e caixas brancas em cujo interior se depositam pessoas. Creio que a conversa girava em torno do filme Gatacca, devido aos móveis modernistas e às referidas caixas brancas do local.

Mas nada disso é importante. O que importa é que, após anos de inconsciência, em que vagamos pelo mundo infelizes sem saber, comendo apenas pão com manteiga no café da manhã, acompanhado de café, anos em que acordávamos descontentes, desanimados e nos dirigíamos à cozinha para “botar alguma coisa no estômago”, alguma coisa seca e insossa, sempre a mesma coisa seca com margarina e café, um desejo oculto e indeterminado por algo mais; após tudo isso, tivemos a visão das pepitas. No início, não as chamamos de pepitas, mas sim pelo nome que lhes é comum e que se encontra para elas no dicionário.

A visão consistia, basicamente, no seguinte: se se divide ao meio um mamão papaia, retirando-se as sementes, cada uma das metades é ideal, perfeita, designada especialmente pelo Criador para acomodar 100 ml de coalhada ou iogurte. Às vezes mais, às vezes menos iogurte, já que o Criador também foi pródigo em inconstância (também conhecida, entre os vulgares militantes de tudo quanto há, como “diferença”).

Desde então, desde aquele dia fatídico na capital federal (“macaca alta e seca”, tal como a ela se refere minha mãe), desde então nossos cafés da manhã são momentos felizes, sobretudo se tivermos mel e aveia para acrescentar ao iogurte. E os mamões papaia se tornaram para nós as nossas pepitas douradas, “my preciousss”! E com elas passamos momentos mágicos. E até exercemos nossa criatividade, mudando por vezes o iogurte para coalhada mineira, a aveia para granola e o mel para Karo!

Vida longa às pepitas!

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Fases

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Minha vida tem fases. Umas vão e vêm, outras ficam (deixando, portanto, de ser fases). Uma que veio e ficou foi essa mania de ler e escrever, que alguns chamam de “pensar”. Outra que veio e vai ficar é a de jogar tênis. Ando fazendo umas aulinhas e já consigo trocar umas bolas, ou seja, já dá pra jogar.

Geralmente, as fases que não ficam são as que nem passam de projeto. Se eu começo, continuo. A surfar, por exemplo, eu nem comecei. Também, nem cabe uma prancha no meu apartamento. Parece desculpa, mas não é. Imaginem um lugar de 42 metros quadrados, em cujo interior estão 600 livros, uma mesa com dois computadores, uma TV de 29 polegadas, uma cozinha e uma área de serviço, bem como três plantas de médio porte, um puff gigantesco, 300 CDs e um banheiro. Mal sobra espaço para todos os meus sonhos!

Quando uma fase nova chega, as antigas ficam temporariamente enfraquecidas quanto ao seu exercício diário. Portanto, toda vez que vocês entrarem neste blog aqui e não encontrarem nenhum post novo, provavelmente estarei jogando tênis ou procurando o melhor modelo de raquete para comprar (e, pasmem, divertindo-me com isso!).

Com o tempo, a empolgação vai dando lugar à simples prática diária do novo hábito, o que significa que, aos poucos, voltarei a exercer com mais afinco a minha mania de me atirar da varanda e sair voando literariamente pelas correntes de poluição, em busca do paraíso, neste lugar mais improvável do universo: São Paulo, Brasil (“Um país de todos”… haha!).

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A vida

Como já dizia o ator pornô, a vida é foda.

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Regra número um para matar um pernilongo que passa enquanto você estiver lendo: parar de ler imediatamente, jamais ler até o fim da frase, pois então o maldito já terá passado.

O mesmo vale para quem estiver escrevendo: parar de escrever, jamais terminar a

(…) pst, tasc, clap! (…)

frase.

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Ambientalismo alegre

Como já dizia o viado, o homem está acabando com o planeta.

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