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Archive for December, 2004

Quando a festa da inspiração acabou para mim, pensei: “hm”. Vendi opinião a preço de banana, ou melhor, de graça, e isso é o que diria o Diogo Mainardi, que regula as suas, porque segundo ele são poucas.

Vender de graça. Rá! Mischievous nonsense…

Mas, como diria o velho sábio chinês, “foda-se”, vamos escutar “The shadow of your smile” e chorar e rir um pouco. Continuo esperando virem mais frases (e a conexão entre elas).

Enquanto isso, estou construindo o mito da varanda em minha cabeça. Ainda está difuso, mas já tomam forma alguns elementos dignos de nota, tais como os gatos nas janelas, os papagaios tenores e as obras intermináveis (“pá,pá, pá”, dizem os pedreiros), eco insuportável da empolgação humana.

Pior que um ser humano empolgado, só um outro apático.

O resultado do mito, por hora, é o que se segue. Adolfo, em busca de sua empolgação perdida, sugou o som inebriante dos papagaios tenores, e se jogou da varanda. Na queda, aprendeu a voar e conseguiu chegar ao primeiro andar de um prédio vizinho, só para continuar caindo de lá, depois de alimentar-se até as entranhas com os pêlos do gato que na janela estava (assim, invertido mesmo).

O mito do morto peludo um dia reinará nas mentes desta metrópole, levando as pessoas a fazer loucuras extremas (como ir a boates no Itaim) em nome de uma ilusão, um arquétipo absurdo de ousadia gratuita.

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