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Archive for December, 2005

Mistérios

Por que as músicas mais lindas são sempre as mais tristes? Será este o sentimento mais nobre que o homem é capaz de sentir: a tristeza? Não sou daqui nem de lá. E não digo isso posmodernico-idioticamente, mas ontologicamente, no mais tradicional e pesado termo da palavra (e o mais triste também).

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Luz

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Resolvi dizer que o amor que por ti guardo no coração eleva-se acima de tudo aquilo que sou capaz de conceber. Leio, penso, reflito, medito e, ao fim, apenas sinto. Vejo então uma luz tão longa quanto a eternidade, a iluminar-te, projetando tua imagem para dentro de mim, acima de mim, preenchendo-me infinitamente. Sinto aquele aperto existencial, angustiante e maravilhoso, que me leva a acreditar na existência de Deus através das criaturas que Ele pôs no mundo para que, através delas, víssemos o Bem. Vejo através de ti, vejo-me através de ti e vejo-te através de mim. Em todas as direções para onde me projeto quando meu ser está ali, à flor da pele, mostrando-se para mim como um clarão de luz, encontro-me exaltado, louco de vontade de dividir tudo contigo, mostrar-te tudo, ser contigo. Não é por acaso, aliás, que, para escrever estas linhas, usei a segunda pessoa. “Você” está longe. “Tu” está(s) aqui do meu lado, quase dentro de mim materialmente, sempre dentro de mim espiritualmente. Se matéria e espírito são uma continuidade, então aí é que estás mesmo em mim como essência quase indiscernível.

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