Feeds:
Posts
Comments

Archive for April, 2007

img_0597.jpg

Ah, o prazer de encontrar um livro impossível…

Advertisements

Read Full Post »

A mente passeia pelo passado e pelo futuro. Coisas boas que passaram, coisas boas que virão, incertezas. Quero paz e tranqüilidade, mas não quero ficar sozinho. Meu amor também pensa assim, eu sei. Com ela, jamais estarei sozinho. Mas, como se sabe bem, um casal, talvez por ser uma espécie de entidade una, também pode se sentir sozinho longe dos amigos.

Estou portanto assim meio em suspenso, ou suspense, querendo ter medo, mas sabendo que não devo. Tudo parece conspirar a nosso favor, e nessas horas desconfiar é a pior coisa. A desconfiança da providência divina corrói o ser por dentro. Quero manter-me bem longe dela.

Até o horóscopo do jornal coincide com meu estado de espírito.

Então, continuo flutuando nos pensamentos, as pessoas já me estranhando um pouco, tomando minha ausência mental por mal humor e “stress”.

Viajo, viajo, viajo. De repente, toca o telefone. Entre gerúndios e érres puxados, uma quase-robozinha me oferece um cartão “Santander Light”, devido ao meu “bom relacionamento com o comércio”. O tele-marketing desafia todos os adjetivos. Não há como defini-lo.

Read Full Post »

Homenagem à fofura

urso_knut.gif

hamster.jpg

Read Full Post »

Depois de Cubatão…

…fica o paraíso. O litoral norte de São Paulo sempre me pareceu um pouco transcendental.

Read Full Post »

Tchau

Desculpem-me por não escrever nada aqui por tanto tempo. É que meu estado de espírito tem andado em suspenso. Não estou tranqüilo nem nervoso. Estou alhures. Espero voltar em breve para o meio de mim. Por enquanto estou existencialmente deslocado. São Paulo sugou toda a minha energia. O restinho que sobrou, juntei com o da minha mulher, e estamos então usando esses dois restinhos para nos mudar daqui. Deixaremos muitos amigos “para trás”, ganharemos alguns novos, tentaremos levar alguns conosco em busca de mais qualidade de vida e sentiremos saudades de algumas coisas. Mas não se ganha sem perder.

Enfim me livrarei desse barulho de ônibus, dessa poluição desgraçada e, acima de tudo, da velocidade. Ninguém precisa ter de ver e escutar tantos carros por dia. Ninguém precisa ver e escutar tantas obras e reformas.

Aqui em São Paulo as pessoas não vivem, apenas se renovam.

Minha última mensagem a São Paulo é: obrigado por tudo aquilo que me fizeste amar e odiar.

Odiar as coisas faz a gente se encontrar. E aqui em São Paulo há muita coisa para se odiar. Aos poucos fomos, eu e minha mulher, selecionando o que amávamos e odiávamos. Tentamos nos adaptar, filtrar, viver à parte dos ódios. Mas não conseguimos. Por mais que a gente tentasse se distanciar do ritmo da cidade, acabávamos presos a ele de uma forma ou de outra. Eu não sou do tipo que consegue viver em um mundo fechado, um mosteiro virtual no meio do caos. Para mim, esta é uma simples questão de lógica: se a natureza do ser humano é uma tensão entre este mundo e a transcendência, tenho de dar igual importância aos dois lados da balança. Analogamente, não sei viver totalmente inserido na cidade nem totalmente alheado dela. Preciso encontrar realização tanto em minhas leituras e reflexões quanto em minhas andanças e ações cidade adentro (e afora). Por isso São Paulo não deu pra mim. Aqui é 8 ou 80. Ou você foge pra dentro de si, ou se joga de peito aberto nas Oscars Freires, Vilas Madalenas e Avenidas Paulistas da vida.

Mas nem sei por que escrevo tudo isso. Um só argumento já seria suficiente para não morar em uma cidade: ter de ficar mais de 40 minutos dentro do carro para sair dela.

Read Full Post »

%d bloggers like this: