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Archive for August, 2007

Morador de Alhures

Começo a pensar que o nome deste blog é mais adequado à minha pessoa do que eu pensava quando o criei. Não me sinto morador de cidade nenhuma, pertencente a lugar nenhum. Às vezes sinto-me muito em casa onde estou, às vezes muito estranho.

Acho que sou um morador de Alhures.

Outra coisa: gosto de pensar em nomes de blogs. E, de tanto ver os posts deste aqui sem comentários, pensei  que o título “No comments” seria bem legal para um blog.

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Sou eu ali, de amarelo

Ó tempos que não voltam mais!

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Dia 1

Chegamos. A cadelinha late para tudo que escuta, pois está estranhando o ambiente. Não nos deixou dormir até tarde, mas fiquei feliz com isso, porque dormir muito é uma faca de dois legumes.

Tudo em Brasília é diferente de Porto Alegre. Desde a temperatura, até uma espécie de “sensação” visual que não sei descrever direito. Porto Alegre tem cara de outono, e Brasília tem cara de verão. Acho que é isso.

Inexplicavelmente, aqui tenho mais vontade de ler do que lá.

Senti vontade de colocar um parêntese nos legumes. Uma faca de dois (le)gumes.

Para brincar com as potencialidades do campo polissêmico da palavra escrita, ou algo assim. Essa eu li num folheto da Fnac, mas não lembro direito. Lá estava mais ininteligível. Eu não consigo ser tão ininteligível quanto era quando estava na faculdade.

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Moradas impossíveis

Para um cara como eu, que tem preguiça de sair de casa e de experimentar novidades (se bem que já experimentei mais destas do que quase todo mundo que conheço; as pessoas em geral levam uma vida muito, muito normal), o diário de uma viagem começa no dia -1, a véspera. Este é o dia em que fico “nervoso”, ansioso, com preguiça por imaginar o tanto de coisas que terei de fazer no dia seguinte.

Então vem o dia 0, que é hoje, o dia de viajar. Fico ainda mais ansioso e desanimado. Mas, na hora que eu estou dentro do avião, gosto da sensação. Quando chego então, aí é que a coisa fica boa mesmo. Fico com vontade de não voltar mais.

Na verdade, sou um morador múltiplo, e não um viajante. Conheço muitas pessoas que viajam para uma cidade ou um país, ficam visitando lugares vertiginosamente e depois voltam felizes da vida, já ansiosos por chegar em casa. Eu não sou assim. Durante o tempo em que estou nos lugares que visito, eu moro nestes. E depois me sinto triste por isso não ser realidade. Eu queria de fato morar em vários lugares. Queria ter casas e apartamentos, não daquele tipo que fica abandonado e com cheiro de mofo, mas do tipo que tem as suas coisas todas, sabe? Uma impossibilidade, enfim.

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Brotoejas

Tenho uma amiga que tem espinhas. Ela toma um remédio via oral. Perguntei a ela se não adianta passar um remédio de uso externo, e ela me respondeu que não, pois “as brotoejas vêm do âmago do ser”.

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De tanto traduzir, estou aprendendo mais o inglês e já leio com muito mais desenvoltura nessa língua. Mas também estou desaprendendo a escrever.

Explico-me melhor. Para traduzir bem os livros que traduzo, que são de humanidades, escritos por professores universitários americanos, preciso adotar o português que se escreve nas universidades. E este é insosso, de má qualidade, repleto de expressões vazias. Então, já percebi que estou escrevendo de modo diferente no dia a dia.

Preciso me esforçar avidamente para evitar isso. Preciso apertar meu cérebro para mantê-lo alhures.

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Pequena homenagem

Gostaria de homenagear um cara que não conheço pessoalmente, mas que é meu leitor há muito tempo. Não sei por quê, ainda não tinha colocado o link dele lá no Agonizando, apesar de eu sempre entrar em seu blog também.

Enfim, um abraço, meu caro amigo invisível, Claudio!

Parafraseando o título do seu blog e, de quebra, o Arquivo X, aquele seriado kitsch sensacional, “The truth is out there”.

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