Para uma borboleta

Esta mensagem, eu a enviei a uma grande amiga, que sempre me escreveu e disse coisas belas, maravilhosas. Ela está no meu coração sempre, como um pedacinho de energia que o faz bater mais feliz.

Você merece todo o amor do mundo, porque você oferece todo o amor do mundo às pessoas que você conhece. A explicação de você não ter esse amor de amante, eu não consigo encontrar, porque está obviamente acima do entendimento humano. Esse amor mesmo que eu sinto pela Henrie (e pela Melinda), percebo que ele está acima do meu entendimento. Eu não o vejo como algo que eu tenha conquistado, senão parcialmente. Acho que começo a entender o significado de Graça: é algo que recebemos e que temos de respeitar, honrar e cultivar, fazer crescer. Eu ganhei essas coisas lindas (a Henrie, a Melly, você) e agora tenho que cultivá-las, cuidar delas. E quanto mais a gente cultiva, mais alegria a gente sente, e de uma forma tão forte e misteriosa, que dá pra ver que a origem não está só em nós e nas “coisas” cultivadas, mas além.

Voltamos de BH agora, e na terça-feira fomos pegar a Melly na casa da veterinária. Ela estava toda suja e descabelada, porque eles não penteiam ela, nem amarram o pelo com um lacinho na cabeça. Eu sabia que ela não tinha consciência de que estava mal cuidada, só ficou feliz de voltar pra nós. Mesmo assim, eu fiquei muito triste e com vontade de cuidar dela, dar um banho, levá-la de volta pra casa. Aquele sentimento vinha de mim e poderia se dirigir até a uma pedra. O tanto que a gente ama os bichos é, para mim, uma prova de que o amor é mais que racional, e sobretudo mais que um desejo de reciprocidade. Eles nos retribuem, é claro, mas só a retribuição deles (bastante limitada) não seria suficiente para alimentar nosso amor. O amor é incondicional. A razão pode, com esforço, dissipá-lo. Mas ele não surge por argumentos.

Enfim, não deixe seu coração “apertar”. Quando isso acontecer, lembre-se de que você é a pessoa mais linda do mundo, e que há pessoas que te amam, se não como eros, ao menos de forma intensamente amiga!

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6 thoughts on “Para uma borboleta

  1. Eu também ando não conseguindo comentar no blog da Sue, mas sempre me esqueço de avisar. Quero então mandar muitos abraços para a Sue e para o Evandro neste comentário mesmo – alguns desses abraços podem ser para os dois ao mesmo tempo 🙂

  2. Queridos Beto e Alfredo,

    Eu acabei de perceber que talvez seja a hora de trocar de sistema de comentários, já que eu mesma – se uso o meu e-mail do hotmail para tentar responder aos comentários – tenho sido barrada.

    Bom, eu driblo isso usando um outro endereço de e-mail, mas não é a resposta ideal. Sinto falta dos comentários deliciosos do Fredo e tenho certeza de que o Beto teria muito a oferecer a todos os leitores do Asa com seus comentários.

    Vou dar uma olhada nisto.

    Beijos a todos

  3. Pingback: Asa de Borboleta » Enchendo as lacunas

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