Firme que nem prego na areia

Continuo aqui. No blogue. Na Terra.

Subi a ladeira e lá em cima tinha outra. Desci então. Agora estou voltando. Estou mais ou menos na metade do caminho de volta. Configurei um servidor proxy e fiz uns downloads, mas isso não me serviu de consolo. Consolo de c* é r*la, como diria um amigo meu boca suja (de minha parte, contento-me com asteriscos, que viram pontos quando usam gel no cabelo). Pessoas me irritam, brasileiros… Quando começa a sair fumacinha, paro, respiro, conto até dez mil e penso “você quer ter razão ou quer ter tranqüilidade?” O problema da razão hoje em dia é que quando nós a temos, só Deus reconhece. Argumentação é coisa do passado. Foi superada pela configuração, pelo default! Vivemos no mundo do default. Tente reconfigurar, mexer nas propriedades, e você se arrependerá. Como usuário de Mac, sou um incorrigível customizador. Mas já advirto de antemão: não tente isso em casa. Não saia da bolinha. Não transgrida. Transgredir hoje tem regras, rigorosamente determinadas pela USP! Saia pela rua e você verá. É Windows pra todo lado. Outlook Express e conta POP, nada de IMAP, que isso é coisa de primeiro mundo. Experimente mandar um attachment de 15 megas. Caixa postal cheia! UOL. Terra. Argh! Hotmail! Calafrios na minha espinha. O email do Lula deve ser lula@hotmail.uol.terra.com.BR.

Espere! Vejo o fim da ladeira (para baixo, é claro). Acho que vou voltar. Lá em cima ela me espera, com a língua de fora, os olhinhos cheios de remela, as patinhas malhadas de rosa e preto, bafinho de ração, perfume de talquinho. Do lado, meu amor, razão do meu viver (junto com os downloads, o Eric Voegelin, o Olavo e o bife de chorizo, mas acima de todos eles).

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