Descendo a Serra do Mar

Saudade do asfalto e dos postes em dia de chuva. Abro o blogue, vejo a foto e vem a nostalgia. O céu cinza e o nevoeiro combinam com o que trago dentro de mim. Mesmo quando estou feliz, respeito a tristeza e a imensidão, a sobriedade. Respeito São Paulo por isso. Por não sentir nunca uma felicidade plena, impossível para um ser mortal. A felicidade plena (o Rio de Janeiro?) é ingênua para um adulto. E cidades-criança me cansam.

Então continuo descendo. Mergulho imaginariamente no nevoeiro da Imigrantes, de carro alugado na Localiza, Palio mesmo, e mil ainda por cima. Lá embaixo, no norte, encontro amigos queridos. Espero sempre encontra-los. Eles não podem sair de lá pra nunca mais voltar. Se isso acontecer, não sei o que será de mim (de nós).

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