Compartilhando as fotos com a sua mãe

photofeed

“Você não tem mais fotos para me mandar, meu filho?”, ou “Não tem como tirar do email e botar no iPhoto?”

Essas são as frases que eu mais ouço da minha mãe. Eu mando fotos por email para ela, mas ela ou não pega os emails ou então pega, mas depois se perde no lixo da caixa de entrada e não consegue ver as fotos de novo. Adicionar ao iPhoto as fotos que chegam por email é fácil, mas não para ela. Basta clicar e segurar no botão “Save” que fica do lado dos anexos, logo abaixo dos destinatários da mensagem (veja bem, clicar E segurar; não clique sem segurar porque senão as fotos são salvas sei lá onde), e ir em “Add to iPhoto”. Mas tem outro probleminha, mandar fotos por email à vezes é fogo na roupa. O limite é de 20MB (no Gmail), mas nem sempre funciona bem.

Então o melhor mesmo é fazer upload para um site e dar o endereço para sua mãe. Só que “dar o endereço para sua mãe às vezes não adianta, porque ela não entende que tem que clicar etc etc. Enfim, tive que criar um método. O site que eu uso é o Picasa. Não porque eu prefira (eu prefiro o Flickr), mas por um motivo que eu já explico. Bem, o que eu faço então? Criei um álbum de fotos chamado “Dia a dia” no Picasa e sempre mando para lá as fotos que eu quero mandar para minha mãe. Depois acesso o site, entro no referido álbum e, na coluna da direita, um pouco abaixo dos dados do álbum, copio o link “RSS”. Depois entro no iPhoto da minha mãe (veja, isso tem que ser feito apenas uma única vez, então não custa nada você fazer uma visitinha à mama, né? Mas, se você não quiser ou não puder por morar em outra cidade, pode usar isso aqui, que é outra maravilha da informática sobre a qual falarei depois), vou em “File” e “Subscribe to Photo Feed” e entro com o endereço que copiei. O iPhoto cria um álbum dentro dele, com as fotos, como se elas estivessem no computador da minha mãe. Sempre que você colocar fotos novas no seu Picasa, elas aparecem no álbum dentro do iPhoto da sua mãe. E elas funcionam em alta resolução, ou seja, se você clicar em uma delas, dá zoom sem ficar “quadriculadinho” (desde que você as tenha mandado em alta resolução para o Picasa). Por isso eu disse que uso o Picasa. Por alguma razão, se você fizer o mesmo procedimento no Flickr (sim, é possível), só dá para ver as fotos pequenininhas.

Bem, e para fazer upload das fotos para o Picasa de seu computador? Não vou explicar isso aqui, porque é só entrar no site do Google e o resto é bem intuitivo. Eles também lançaram finalmente um Picasa para Mac, mas eu particularmente não gostei do fato de o aplicativo ficar importando minhas fotos para uma pasta própria dele (apesar de elas já estarem no meu iPhoto), me fazendo gastar o dobro de espaço em disco.

Mas eu tenho algo a dizer sobre o iPhone. Só conheço duas maneiras de uploadear fotos do iPhone para o Picasa. O primeiro é baixando o aplicativo gratuito chamado Airme (aqui o link da iTunes Store). Ele é legal, mas meio brochante, porque só te deixa fazer upload de uma foto que você bate na hora, com ele. Não dá para escolher uma foto qualquer da sua biblioteca do iPhone (inacreditável, mas é verdade). E não consegui achar mais nenhum aplicativo. Todos são para Flickr e Facebook.

A outra maneira é por email. Você acessa a sua página do Picasa, vai em “Settings” (ou “Configurações”) e habilita a função “Upload  Photos by Email” (ou coisa que o valha em português). Você vai ter que criar uma “palavra secreta” e então seu email para envio de fotos será a parte do seu gmail que vem antes da arroba, ponto, e depois sua palavra secreta etc etc. Algo como “fulano.fulaninho@picasaweb.com”. Não se deixe enganar, porque na hora que você criar sua palavra secreta o google vai mostrar como email de envio apenas ela, seguido do @picasaweb.com. Por alguma razão, só depois de alguns minutos é que aparece o email certo, tipo “fulano.fulaninho@picasaweb.com”. (Eu, por exemplo, fiquei um tempão mandando emails para o fulaninho@picasaweb.com e nada aparecia no meu site de fotos.)

Depois é só mandar para esse email as fotos que você quiser, que elas aparecem no Picasa. Deixe a mensagem em branco, e o assunto da mensagem poderá ser o nome de algum álbum JÁ EXISTENTE em sua página do Picasa. Se você deixar o assunto em branco, as fotos vão para uma pasta chamada “Drop Box” que o Google cria sozinho.

Mas tem mais (aff!). O Mail do iPhone não manda fotos em resolução completa e só manda uma foto de cada vez. Você já percebeu isso? Então eu uso o aplicativo Multi-Photo Email (aqui o link da iTunes Store). Só tenha o cuidado de ir nos “Settings” do aplicativo e fazer o seguinte. Vá em “General Settings”, apague os campos “Default Subject” e “Defaul Body”, pois eles têm que ficar em branco. Desligue o “Reduce Image Size” e coloque no máximo o “JPEG Image Quality”. Assim as fotos ficarão na resolução máxima.

Ai! Como essa mamãe dá trabalho!

Vendor-Specific Device, ou: Por que amo a Apple mesmo assim

De uns três meses para cá, meu maravilhoso e potente Macbook Pro 15 teimava em não “enxergar” a câmera de vídeo embutida em sua tampa. (Quase) toda vez que eu o desligava e religava, a câmera “sumia” e os aplicativos que a utilizavam não funcionavam mais. O aplicativo que mostra as informações do sistema a descrevia como “Vendor-Specific Device”, algo como “Dispositivo de sei lá qual fabricante”. Pesquisei na Internet (eu me considero um nerd, porque quando eu tenho problemas com meu computador eu não o levo a uma assistência técnica, mas sim ao Google!) e descobri que eu tinha que “reset the SMC”, ou seja, algo como “restaurar as configurações padrão do Controlador de Gerenciamento do Sistema”, mas prefiro dizer “zerar essa porcaria de SMC”. O SMC é um chipzinho que guarda algumas informações sobre o computador, como por exemplo onde está plugada a câmera e de que marca e modelo ela é. Essas informações podem “estragar”, então você tem que “zerá-lo” seguindo um passo-a-passo que está no site da Apple. Isso fazia minha câmera “renascer” (desculpe, não resisti ao humor negro) por um ou dois dias apenas, mas depois o problema voltava.

Então resolvi pesquisar mais fundo e encontrei isso aqui, que me levou a instalar uma pastinha (download aqui) dentro da pasta do sistema, que finalmente resolveu meu problema. It seems like the problem was software-related!

Mas por que me dei ao trabalho de escrever sobre o assunto (o leitor deve estar se perguntando)?

Bem, foi só pra dizer que acabo de achar a solução para um pepino informático, e isso em plena manhã de sábado. Ahhh, nada como resolver um pepino informático logo pela manhã para começar o dia bem!

Ustream, o Youtube do presente

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Não sei por que já não existia nada parecido com o Ustream, um site de “streaming” (algo como “transmissão”) de vídeo ao vivo. De qualquer modo, a partir de agora qualquer reles mortal pode transmitir o que quiser pela Internet, ao vivo e a cores e, o que é melhor, de graça! Usando a própria webcam do computador, sem ter de configurar nada… Basta se inscrever, clicar em algo como “broadcast now” e ser feliz. Tem até um aplicativo para iPhone (aqui o link da app store), de onde você pode assistir às transmissões. Há coisas como nerds usando o computador, cachorrinhos dormindo, savanas da África, tudo ao vivo. E dá pra participar de um chat que fica rolando em cima do vídeo. Do jeito que anda a programação de TV hoje em dia… Acho que prefiro essas coisas do que ver Luciana Gimenez, Faustão e Malisa.

Enfim, não vejo a hora de começar a transmitir ao vivo a emocionante história da minha vida: o homem que ficava sentado na frente do computador o dia inteiro, com os olhos arregalados, traduzindo livros.

Passeando por aí

O iPhone é um aparelhinho muito, mas muito bom mesmo. Só que tem uns defeitos imperdoáveis. Um deles é não detectar redes wireless em lugares que estão abarrotados delas. Não sei por que cargas d’água isso acontece, mas acontece. Um dia eu estava num Shopping aqui de Porto Alegre e resolvi navegar até as preferência de “Wi-fi” do meu iPhone, para ver se aparecia alguma rede. Nada. Então pensei: “Que cidade mais atrasada! Nem no Shopping tem Wi-fi!”.

Então resolvi comprar o Wifitrak. Voltei ao Shopping (calma, não foi só pra isso que eu voltei lá!), executei o aplicativo e lá estavam elas! Pelos menos umas 5 redes sem senha. Conectei-me a uma delas e saí navegando em bobagens no meu Safari.

Tem um outro que é bem divertido também. Chama-se WiFiFoFum. O que salva ele é este radar que mostra as redes wireless por “distância e localização” (as aspas são porque não é exatamente distância e localização, mas força do sinal):

wififofum

A única utilidade do aplicativo é “caçar” um sinal forte. Ele nem mesmo serve para você se conectar às redes que ele detecta (para isso é preciso usar as próprias preferência do iPhone ou o Wifitrak). Mas é bem divertido e pode ser útil se você está de saco cheio de pegar sinal fraco.

O mais estranho do Wi-fi nativo do iPhone é que, se você já se conectou a uma determinada rede alguma vez, ele a detecta da próxima vez, mesmo com sinal fraco. Mas se você nunca se conectou a ela, o sinal tem que estar bem forte para ele enxergar. É por isso que esses aplicativos são úteis.

Libertem-se os arquivos!

farfinder

Eu digo: “Meus arquivos não estão mais presos em meu computador. Agora eu posso acessá-los de qualquer lugar”. Inevitavelmente vem então a pergunta: “Precisa?”

Bem, precisar não precisa, mas que é divertido, isso é.

Até um tempo atrás eu procurava por um aplicativo para iPhone do qual eu pudesse acessar, de qualquer lugar, os arquivos que estão em meu computador. Alguns usuários do telefoninho não me entenderam: “Você não gosta do Air Sharing?”, perguntavam eles. Sim, eu gosto e tenho este. Mas ele não faz isso a que estou me referindo. Nem ele nem 99% dos aplicativos de transferência de arquivos para iPhone. Esses aplicativos funcionam sempre assim: você conecta seu iPhone à mesma rede wireless do seu computador, depois conecta a ele a partir do seu computador e então transfere arquivos para o aparelhinho. Eu queria um aplicativo com o qual eu pudesse ver, na tela do meu iPhone, o conteúdo dos meus discos rígidos, e então “puxar” os arquivos que me interessassem. E mais, eu queria poder fazer isso não só dentro de casa, já que isso seria inútil: se eu estou em casa, por que não posso me dirigir ao meu computador e usar o Air Sharing para botar os arquivos no meu iPhone? Eu queria fazer isso da rua, pela Internet. Encontrei então o Briefcase. Com ele eu me conecto ao meu computador de qualquer lugar, via Internet (em outro post explico como se faz isso).

Mas isso não me satisfez, pois com o Briefcase eu só posso fazer download dos arquivos e das pastas. Não posso visualizar o conteúdo dos arquivos sem antes baixá-los no iPhone. O leitor deve estar se perguntando: “mas para que raios você vai querer fazer isso?” Vou dar dois exemplos: (1) eu posso querer escutar um CD que me esqueci de colocar no meu iPhone. Se um CD tem 100MB, vai demorar uma meia hora para eu baixar ele e poder escutá-lo. Se eu pudesse executar as músicas sem baixá-las, não precisaria esperar nada. Além disso, (2) eu posso querer mostrar para algum amigo (na casa dele) um álbum com 50 fotos que está em meu computador, na minha casa. Seria meio brochante eu dizer a ele: “Olha que legal as fotos da minha viagem!” e depois: “Só que vai demorar meia hora para eu te mostrar, pois vou ter que baixar primeiro.” Se eu pudesse ver as fotos sem ter de baixá-las, seria instantâneo, ainda mais porque eu não teria de carregar a foto “toda” (como faz o Briefcase): como a tela do iPhone é pequena, não preciso ver a foto em tamanho “full”, mas apenas uma versão pequenina dela.

Bem, quanto ao primeiro exemplo, achei um programinha maravilhoso sobre o qual falarei em outro post e que faz isso melhor que este que mencionarei em seguida. Quanto ao segundo exemplo, o único programa que encontrei foi essa pequena maravilha que se chama Farfinder. Você instala um aplicativo no seu Mac e outro no seu iPhone e voilá! Você pode agora navegar pelo seu computador de qualquer lugar do mundo que tenha Internet. A coisa chega a requintes de utilidade. Veja. Quem tem um Mac sabe que a biblioteca do iPhoto é um arquivo ou “pacote” fechado, que só o iPhoto lê (se bem que não é tão fechado assim: basta clicar com o botão direito em cima do arquivo “iPhoto Library”, apertar option e clicar em “Show Package Contents”). Se não existe iPhoto no iPhone, como então eu poderia visualizar as fotos da minha biblioteca a partir do iPhone? Bem, o Farfinder te dá a opção “Show Package Contents”, justamente para você poder entrar na biblioteca do iPhoto a partir do seu celular, que era justamente o que eu queria.

Essas coisas que estou falando aqui parecem coisas muito avançadas que só um técnico conseguiria fazer. Mas quem tem um computador da Apple sabe isso não precisa ser assim. No Windows as coisas parecem muito mais complicadas, e de fato são. Mas a maioria das pessoas que eu conheço que compraram um Mac logo se transformaram em quase-técnicos de informática e passaram a fazer coisas que achavam complicadíssimo de fazer no Windows, como configurar uma rede wireless em casa, por exemplo. Comprar um Mac é comprar uma carta de alforria que te liberta dos técnicos de informática. Você aprende a desempenhar tarefas que antes achava chatas e preferia delegar a terceiros. E o que é melhor: não gasta dinheiro com elas.

Até minha mãe, que é uma negação completa em informática, descobre sozinha como fazer certas coisas no Mac…

Ah, só mais uma coisinha: o Farfinder custa 35 doletas. Pode parecer muito para nós brasileiros, que somos pirateadores quase natos. Mas vale cada centavo.