Passeando por aí

O iPhone é um aparelhinho muito, mas muito bom mesmo. Só que tem uns defeitos imperdoáveis. Um deles é não detectar redes wireless em lugares que estão abarrotados delas. Não sei por que cargas d’água isso acontece, mas acontece. Um dia eu estava num Shopping aqui de Porto Alegre e resolvi navegar até as preferência de “Wi-fi” do meu iPhone, para ver se aparecia alguma rede. Nada. Então pensei: “Que cidade mais atrasada! Nem no Shopping tem Wi-fi!”.

Então resolvi comprar o Wifitrak. Voltei ao Shopping (calma, não foi só pra isso que eu voltei lá!), executei o aplicativo e lá estavam elas! Pelos menos umas 5 redes sem senha. Conectei-me a uma delas e saí navegando em bobagens no meu Safari.

Tem um outro que é bem divertido também. Chama-se WiFiFoFum. O que salva ele é este radar que mostra as redes wireless por “distância e localização” (as aspas são porque não é exatamente distância e localização, mas força do sinal):

wififofum

A única utilidade do aplicativo é “caçar” um sinal forte. Ele nem mesmo serve para você se conectar às redes que ele detecta (para isso é preciso usar as próprias preferência do iPhone ou o Wifitrak). Mas é bem divertido e pode ser útil se você está de saco cheio de pegar sinal fraco.

O mais estranho do Wi-fi nativo do iPhone é que, se você já se conectou a uma determinada rede alguma vez, ele a detecta da próxima vez, mesmo com sinal fraco. Mas se você nunca se conectou a ela, o sinal tem que estar bem forte para ele enxergar. É por isso que esses aplicativos são úteis.

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Libertem-se os arquivos!

farfinder

Eu digo: “Meus arquivos não estão mais presos em meu computador. Agora eu posso acessá-los de qualquer lugar”. Inevitavelmente vem então a pergunta: “Precisa?”

Bem, precisar não precisa, mas que é divertido, isso é.

Até um tempo atrás eu procurava por um aplicativo para iPhone do qual eu pudesse acessar, de qualquer lugar, os arquivos que estão em meu computador. Alguns usuários do telefoninho não me entenderam: “Você não gosta do Air Sharing?”, perguntavam eles. Sim, eu gosto e tenho este. Mas ele não faz isso a que estou me referindo. Nem ele nem 99% dos aplicativos de transferência de arquivos para iPhone. Esses aplicativos funcionam sempre assim: você conecta seu iPhone à mesma rede wireless do seu computador, depois conecta a ele a partir do seu computador e então transfere arquivos para o aparelhinho. Eu queria um aplicativo com o qual eu pudesse ver, na tela do meu iPhone, o conteúdo dos meus discos rígidos, e então “puxar” os arquivos que me interessassem. E mais, eu queria poder fazer isso não só dentro de casa, já que isso seria inútil: se eu estou em casa, por que não posso me dirigir ao meu computador e usar o Air Sharing para botar os arquivos no meu iPhone? Eu queria fazer isso da rua, pela Internet. Encontrei então o Briefcase. Com ele eu me conecto ao meu computador de qualquer lugar, via Internet (em outro post explico como se faz isso).

Mas isso não me satisfez, pois com o Briefcase eu só posso fazer download dos arquivos e das pastas. Não posso visualizar o conteúdo dos arquivos sem antes baixá-los no iPhone. O leitor deve estar se perguntando: “mas para que raios você vai querer fazer isso?” Vou dar dois exemplos: (1) eu posso querer escutar um CD que me esqueci de colocar no meu iPhone. Se um CD tem 100MB, vai demorar uma meia hora para eu baixar ele e poder escutá-lo. Se eu pudesse executar as músicas sem baixá-las, não precisaria esperar nada. Além disso, (2) eu posso querer mostrar para algum amigo (na casa dele) um álbum com 50 fotos que está em meu computador, na minha casa. Seria meio brochante eu dizer a ele: “Olha que legal as fotos da minha viagem!” e depois: “Só que vai demorar meia hora para eu te mostrar, pois vou ter que baixar primeiro.” Se eu pudesse ver as fotos sem ter de baixá-las, seria instantâneo, ainda mais porque eu não teria de carregar a foto “toda” (como faz o Briefcase): como a tela do iPhone é pequena, não preciso ver a foto em tamanho “full”, mas apenas uma versão pequenina dela.

Bem, quanto ao primeiro exemplo, achei um programinha maravilhoso sobre o qual falarei em outro post e que faz isso melhor que este que mencionarei em seguida. Quanto ao segundo exemplo, o único programa que encontrei foi essa pequena maravilha que se chama Farfinder. Você instala um aplicativo no seu Mac e outro no seu iPhone e voilá! Você pode agora navegar pelo seu computador de qualquer lugar do mundo que tenha Internet. A coisa chega a requintes de utilidade. Veja. Quem tem um Mac sabe que a biblioteca do iPhoto é um arquivo ou “pacote” fechado, que só o iPhoto lê (se bem que não é tão fechado assim: basta clicar com o botão direito em cima do arquivo “iPhoto Library”, apertar option e clicar em “Show Package Contents”). Se não existe iPhoto no iPhone, como então eu poderia visualizar as fotos da minha biblioteca a partir do iPhone? Bem, o Farfinder te dá a opção “Show Package Contents”, justamente para você poder entrar na biblioteca do iPhoto a partir do seu celular, que era justamente o que eu queria.

Essas coisas que estou falando aqui parecem coisas muito avançadas que só um técnico conseguiria fazer. Mas quem tem um computador da Apple sabe isso não precisa ser assim. No Windows as coisas parecem muito mais complicadas, e de fato são. Mas a maioria das pessoas que eu conheço que compraram um Mac logo se transformaram em quase-técnicos de informática e passaram a fazer coisas que achavam complicadíssimo de fazer no Windows, como configurar uma rede wireless em casa, por exemplo. Comprar um Mac é comprar uma carta de alforria que te liberta dos técnicos de informática. Você aprende a desempenhar tarefas que antes achava chatas e preferia delegar a terceiros. E o que é melhor: não gasta dinheiro com elas.

Até minha mãe, que é uma negação completa em informática, descobre sozinha como fazer certas coisas no Mac…

Ah, só mais uma coisinha: o Farfinder custa 35 doletas. Pode parecer muito para nós brasileiros, que somos pirateadores quase natos. Mas vale cada centavo.

Dois amores

iphone_stanza

Hoje eu uni duas paixões da minha vida: leitura e tecnologia. Explico-me. Quem é leitor contumaz sabe que ler arquivos em formato PDF é algo que só funciona no computador. Em aparelhos portáteis é sempre uma penúria ficar navegando por aquelas pagininhas. Depois tem os famosos e-books, mas estes são geralmente best-sellers, ou só estão disponíveis nos EUA. É comum nós leitores sonharmos com aqueles aparelhinhos caros que só estão disponíveis no exterior.

Mas recentemente, depois de muito resistir, comprei o tal do iPhone. Sou usuário de Mac há 10 anos, mas achei que era um luxo dispensável comprar um celular tão caro, pois não recebo muitas ligações. Não sou um cara muito afeito à comunicação oral (se bem que isso é relativo, mas deixa pra lá). No entanto descobri que um aparelho como o iPhone é justamente aquilo de que eu precisava: um celular cuja função mais secundária de todas é telefonar. Antes eu levava meu celular para cima e para baixo e ninguém nunca me ligava. Agora eu estou pouco me lixando se ninguém me liga. Quero mais é ler meus e-mails e meus feeds de notícias, escutar minhas músicas, jogar, postar em meu blogue, acessar o Facebook – bem a lista é interminável.

Retorno porém ao assunto inicial, que era as duas paixões que uni hoje. Este programinha me deixou muito feliz. Funciona assim: você o instala em seu iPhone, depois instala a versão desktop dele no seu computador. Com a versão que está instalada no computador você abre um PDF qualquer e ele vai formatar esse PDF com o tamanho certinho da tela do seu iPhone! Depois, se o seu iPhone estiver conectado na mesma rede sem fio do seu computador, você ainda faz o download do livro para o aparelhinho e vai para a rua feliz da vida. Parece besta, mas resolveu a vida deste downloadeador contumaz de PDFs aqui.

Ah, e não dê ouvidos àquelas pessoas que dizem que não dá pra ler ebooks no iPhone, viu? Dá sim e muito bem.