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Archive for February, 2009

Último

Agora está quase. As janelas estão abertas. O Sol ilumina um pedaço de qualquer coisa. Os potes de mel estão enfileirados na prateleira. Os potes de açúcar estão cheios de formigas. As notas acima de 8 sumiram da memória e o passado virou um castelo de cartas.

Soprei.

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Epitáfio de um merd

Quando eu morrer minha lápide exibirá a frase “Aqui jazz @evandrofs”?

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Escassez

Acho que descobri por que as pessoas não têm vontade de trabalhar. Nós seres humanos meio que nos contentamos em simplesmente utilizar nossa inteligência. Não precisamos dar a ela nenhum fim específico, pois ela é um fim em si mesma.

Trabalho não é realização pessoal. Usar o cérebro é que é. Trabalho é necessidade, derivada de nossa situação de escassez no mundo. Mas, não sei por que, alguém criou nos seres humanos essa necessidade de usar a auto-ilusão como fonte de força de vontade para trabalhar. E nós crescemos em meio a ela. Portanto, quando chega a idade adulta, aquele indivíduo que se liberta dessa ilusão fica se sentindo um inútil e um perdido por não conseguir se realizar com nada relacionado a trabalho. Eu sou um pouco assim. Mas aos poucos estou redescobrindo o meu trabalho. Aprendi a não esperar muita coisa dele e a me planejar financeiramente para me libertar dele o mais cedo possível, para poder fazer da minha vida aquilo que eu realmente quero, que é ler, estudar, viajar e coisas assim.

Mas que é difícil achar energia para trabalhar todo santo dia, isso é! Acho que mais feliz era quem tinha que ficar na lavoura para produzir seu próprio alimento. Pelo menos essas pessoas não ficavam enfurnadas o dia inteiro em um recinto fechado. Mas não vou reclamar, porque afinal de contas essas pessoas também não tinham a oportunidade de fazer planejamento de investimentos para não ter mais que produzir seu próprio alimento a partir de um determinado momento da vida…

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retro

Já tive tantos videogames que nem me lembro. Comecei com um computador, o MSX, da Gradiente. “Terminei” no Playstation 2. Digo que terminei porque não tenho mais tempo para os jogos de hoje. Eles exigem dedicação integral, por dias e até semanas. Desbravar missões complicadas, descobrir segredos, tentar de novo mil vezes, isso toma tempo, sabe? Quando eu era garoto costumava ficar 3 ou 4 horas na frente de uma máquina dessas e meus pais (ou os pais de meus amigos, quando eu estava na casa de um deles) já achavam muito. E olha que eu jogava vários jogos durante essas 3 ou 4 horas. Hoje esse tempo é pouco. No Playstation 2 tem jogos que você joga por 2 horas só para descobrir como a coisa funciona. Depois é que vai começar mesmo a jogar. Tudo bem, são jogos mais inteligentes que os de antigamente. Mas será que isso compensa o fato de os moleques ficarem dias trancados no quarto jogando em vez de saírem para andar de bicicleta? Acho que não. Por mais que um videogame treine a inteligência… bem, deixa pra lá.

Só queria dizer que os joguinhos de iPhone me fizeram redescobrir aquele tipo de diversão que eu tinha antigamente. Esse aí da foto, por exemplo, é muito legal. Muito simples. Você tem que controlar sua navezinha e resgatar cientistas perdidos. Custa 99 centavos de dólar e tem 12 fases. Dá pra jogar um pouquinho ou um montão. Eu, por exemplo, joguei por 2 minutos, depois guardei no bolso o telefone. Diversão sem compromisso. Chama-se Retro – Cave Flyer (link para a iTunes Store).

Se você também gosta de jogos simples e divertidos, como nos velhos tempos de fliperama, também pode dar uma olhada no MAME, que é um emulador de jogos antigos. Você baixa o emulador (o meu preferido de Mac é o Mame OS X) e depois as “Roms”, que são os jogos propriamente ditos (estas você acha em lugares mais, digamos, alternativos, como o torrentz.com – procure por “mame roms”). Eu tenho 15GB de Roms em meu computador e comprei até um joystick da Logitec para jogar. Lembram-se de “Ghosts ‘n’ Goblins”? “Rygar”? “1943”?

Se bem que, no fim das contas, eu acabo jogando é no iPhone mesmo. Mas meu projeto para quando eu tiver mais espaço em casa é ligar meu computador em uma TV velha de tubo e jogar esses joguinhos como se eu estivesse no fliperama (na tela do computador a resolução deles fica sofrível). Ah, aposentadoria que não chega!

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Um dia desses li no Twitter de alguém o seguinte: “O Nokia N95 é um celular de quem produz conteúdo. O iPhone é um celular de quem consome conteúdo.”

Tudo bem, mas que tipo de conteúdo, cara pálida? A verdade é que quem consome conteúdo em um iPhone não vai se contentar com o conteúdo produzido por um N95. Quem consome conteúdo em um iPhone consome é Flickr e, no quesito vídeo (que é o único argumento de quem tem um N95), o Youtube, dependendo do vídeo que se assiste, nem fica muito bom num iPhone. Provavelmente o vídeo gravado com um N95 vai ficar ruim num iPhone, porque a tela do iPhone tem resolução demais para esses videozinhos gravados em celular.

Enfim, o proprietário de um iPhone, e de resto aquele de um Mac, é mais exigente com relação a conteúdo. Por exemplo, aquela culturinha de pecezista de baixar vídeo do Youtube para o computador não existe no Mac. Porque o usuário de Mac está acostumado a trabalhar em uma tela de no mínimo 1440×900 pixels, coisa que só agora está começando a virar realidade para o usuário comum de PC. Quem tem uma tela dessas não vai querer baixar aqueles videozinhos de Youtube. Vai querer alta definição. Nem DVD serve direito. O legal mesmo é ligar o computador direto na TV de LCD, via HDMI, para assistir ao último episódio de Lost com resolução Full HD, coisa que só um Sony Vaio – e dos bons – faz.

Então, quando se fala de conteúdo, tem que se ter em vista de que tipo de conteúdo estamos falando. Eu, por exemplo, leio livros inteiros, assisto a episódios inteiros de seriados, vejo shows inteiros, leio posts de blogs e artigos de revista de várias páginas no meu iPhone. Esse tipo de conteúdo não se produz num N95, nem num iPhone, mas em computadores de verdade e câmeras de vídeo de verdade.

A moral da história é que um iPhone deveria mesmo ter câmera de 3 ou 4 megapixels e gravar vídeo. Mas isso não é tão importante assim, e a Apple sabe disso. O mais importante é, como sempre foi, a interface. O vídeo e a resolução fotográfica vêm num update. A interface não. A interface desses celulares sempre foi ruim e vai continuar sendo, porque isso depende de uma visão de usabilidade que os desenvolvedores têm ou não têm.

Um dia desses eu estava numa sala de espera lendo meus feeds de notícias no iPhone. Na minha frente havia um casal. O marido mostrava para a mulher como funcionava o reconhecimento de voz de seu celular. Você registrava, em cada contato da sua agenda, sua voz pronunciando o nome daquela pessoa. Depois você pronunciava o nome e o celular mostrava o contato. E o cara ficou uns 10 minutos clicando em menus, gravando e regravando sua voz até o aparelhinho reconhecer. No final, conseguiu fazer aquilo com 1 contato de sua agenda. Enquanto isso, eu passei o olho em metade das notícias do dia e chequei meus emails. Então pensei, o iPhone é um aparelho discreto e objetivo. É como o Mac em comparação com o Windows. Você não fica perdendo tempo com besteiras. Você usa os recursos todos de verdade, porque eles estão mais ao seu alcance, não estão escondidos atrás de 20 menus.

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