Feeds:
Posts
Comments

Archive for January, 2010


Quantos livros dá para ler de uma vez? Quão desorganizada pode ser uma vida de estudos? Não sei responder a essas perguntas. Só sei que, fora todos esses livros da coluna aí da direita, ainda estou lendo mais uns três.

Mas, como não faz sentido ficar debatendo sobre a bagunça mental de quem quer que seja (muito menos a minha própria), quero dar uma dica e fazer uma reflexão.

A dica: não leiam a Ilíada e a Odisséia de Homero na edição da Ediouro (trad. de Carlos Alberto Nunes). Por anos tive medo desses livros, pois sempre que dava uma passada de olhos num trecho, meus neurônios se contorciam para que eu soubesse do que se estava falando naqueles versos invertidos e reinvertidos até a exaustão. Depois descobri, com a alegria contida e sóbria daquele menininho do Matrix (“instead realize the truth: there is no spoon”), que a edição inglesa, que de tantos leitores fez a felicidade, tem uma outra a sua altura, ou ainda mais alta: esta aqui e esta aqui. E ainda são jeitozinhas de manusear!

A reflexão é a seguinte. Donald Kagan, na aula 1, comenta as duas frases que apareciam na entrada do templo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo” e “Nada em excesso”. Segundo ele, as duas frases juntas significavam algo como: “(…) conhece tuas próprias limitações como mortal falível e então pratique a moderação porque não és divino, mas mortal”. Bem, eu, a partir das coisas que aprendi num certo curso que venho fazendo e de minhas humildes observações existenciais e experiências de vida, ouso tirar uma conclusão bem diversa (embora concorde que a conclusão citada também cabe). Afinal, duas frases assim isoladas podem significar muitas, mas muitas coisas mesmo. Então, continuando, gosto de pensar que as frases significavam o seguinte. Conhece-te a ti mesmo, mas não em excesso. Sabe aquelas pessoas que fazem terapia a vida inteira e terminam mais doidas do que eram antes? Pois é. Os gregos preferiam navegar.

Advertisements

Read Full Post »

Primeira parte do Salmo 113


Read Full Post »


Encontrei isso num armário aqui de casa. As ilustrações (posteriormente acrescentadas!) são de autoria de meu irmão.

Read Full Post »

A ignorância crônica impede-me de afirmar se Proust melhora no volume 5 de sua grande obra, ou se é a tradução da edição da Globo, que a partir desse volume não é mais de Mario Quintana (não que eu tenha algo contra este), é que melhorou. Arrisco-me nessa última hipótese, mas com certo cuidado e receio.

De qualquer forma, aqui vão umas maravilhazinhas.

O esnobismo é uma doença grave da alma, mas localizada, e não a estraga por completo.

Assino embaixo. Minh’alma esnobe vai muito bem, obrigado.

Mamãe me escrevia: “A sra. Sazerat nos deus um desses almoços de que ela possui o segredo e que, como diria tua pobre avó, citando Mme. de Sevigné, nos tiram da solidão sem nos impor a sociedade.”

São os almoços aqui em casa quando recebemos a visita de algum casal de amigos! Dá aquela sensação boa de companhia sem que tenhamos de nos meter em algum restaurante ou bar cheio de gente.

O sorriso propõe mais amizade; mas os aneizinhos envernizados dos cabelos em flor, mais parentes da carne, de que parecem a transposição em pequeninas ondas, captam melhor o desejo.

Esta aí é a minha preferida. Mas, por motivos óbvios, “prefiro não comentar”.

Read Full Post »


Se eu soubesse falar de música, diria que a cantata 82 de Bach, na voz de Janet Baker, é daquelas coisas de dar arrepios na pele, de tão bom.


Também diria que As quatro estações de Vivaldi com Il giardino armonico é uma pancada deliciosa. Violinos nervosos! O segundo movimento do “Inverno” parece algum tipo de música experimental contemporânea, uma espécie de Vivaldi doidão. Nada a ver com aquelas propagandas de sabonete. E se você conseguir sobreviver às quatro estações, ainda vai ter de se arrepiar com um concerto para oboé que dá vontade de chorar de alegria.

Quer ouvir o inverno? Está aqui.

Também dá para ouvir Il giardino armonico, que é uma das maiores (e poucas) dádivas da humanidade contemporânea.

Read Full Post »

A importância da moira?

Acho incrível que certas pessoas gastem livros inteiros discutindo coisas como: se os deuses gregos tinham ou não o poder de controlar a moira, o destino, dos mortais. Será que Zeus podia modificar o destino de alguém se quisesse? E os outros deuses? Certa passagem da Ilíada mostra que ele poderia fazer isso se quisesse, mas que os outros deuses ficariam indignados, pois o destino de um mortal já está escrito e não deve ser alterado. Alguns autores, no entanto, apontam outras passagens que põem isso em questão…

Ainda que seja grato pela existência dos filólogos (ao que parece necessária), não deixo de achar estranha a coisa toda. É estranho ser grato a alguém por perder seu tempo a vida inteira com questões mínimas, para que eu não tenha que perder o meu (ao mesmo tempo em que me familiarizo rapidamente, graças a eles, com a Antiguidade Clássica).

Assoviando, então, viro a página.

Read Full Post »

Atualizei a seção “Estou lendo”. Não vou colocar mais as fotos das capas dos livros, pois a incumbência de preparar as imagens, fazer upload delas e inseri-las estava me dando preguiça e me levando a postergar eternamente as atualizações da seção.

Sobre as minhas leituras atuais, só gostaria de fazer um pequeno comentário. Tenho descoberto nos livros de “auto-ajuda”, desde que escolhidos os melhores, uma experiência muito vivificante de contato com a realidade. As pessoas que escrevem os melhores dentre esses livros, por não serem doutrinadas naquilo que hoje se chama de filosofia (e que eu chamaria, antes, de ciência do alienacionismo do real), realizam descobertas e expressam percepções muito enriquecedoras para a orientação pessoal na vida e a formação do caráter. Assim, tenho me valido desses livros para manter um contato maior com a verdade e a sinceridade existencial, como uma espécie de introdução à verdadeira filosofia, que é a arte de viver. Desnecessário observar que nada disso seria possível sem a orientação do meu “pai” pedagogo: Olavo de Carvalho. O Curso Online de Filosofia é uma chance em um milhão, que eu não achava que chegaria a ter nesta vida. Mesmo depois de frequentar muitas das aulas do Seminário de Filosofia em São Paulo há alguns anos, eu não enxergava as coisas que o professor tem-me feito enxergar com esse curso atual.

Por tudo isso eu me sinto cada vez mais dono de uma “mentalidade milionária”, em todos os sentidos.

Read Full Post »

Older Posts »

%d bloggers like this: