Um gostinho de Proust

A ignorância crônica impede-me de afirmar se Proust melhora no volume 5 de sua grande obra, ou se é a tradução da edição da Globo, que a partir desse volume não é mais de Mario Quintana (não que eu tenha algo contra este), é que melhorou. Arrisco-me nessa última hipótese, mas com certo cuidado e receio.

De qualquer forma, aqui vão umas maravilhazinhas.

O esnobismo é uma doença grave da alma, mas localizada, e não a estraga por completo.

Assino embaixo. Minh’alma esnobe vai muito bem, obrigado.

Mamãe me escrevia: “A sra. Sazerat nos deus um desses almoços de que ela possui o segredo e que, como diria tua pobre avó, citando Mme. de Sevigné, nos tiram da solidão sem nos impor a sociedade.”

São os almoços aqui em casa quando recebemos a visita de algum casal de amigos! Dá aquela sensação boa de companhia sem que tenhamos de nos meter em algum restaurante ou bar cheio de gente.

O sorriso propõe mais amizade; mas os aneizinhos envernizados dos cabelos em flor, mais parentes da carne, de que parecem a transposição em pequeninas ondas, captam melhor o desejo.

Esta aí é a minha preferida. Mas, por motivos óbvios, “prefiro não comentar”.

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