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Archive for June, 2011

Minha lindeza canina tem um problema meio grave de alergia e por isso tem que tomar remédio todos os dias (duas vezes) para o resto da vida. Para piorar, também tem gastrite e vomita se o estômago ficar vazio. Resultado: manguinha após o remédio! É assim que as coisas desagradáveis se tornam prazeres na vida.
Ah, e vocês acreditam que toda vez que compartilho minha filhinha peluda na Internet um monte de gente me pergunta por que eu não tenho um filho com minha esposa? É o cúmulo do antropomorfismo, não?

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Uma das coisas mais belas no mundo da música clássica é a pluralidade de interpretações de uma mesma música. Cada gravação é diferente das outras, e isso vai desde o muito sutil até o altamente radical. No segundo caso, a música pode praticamente se transformar em outra.

Isso acontece no caso de uma sonata de Domenico Scarlatti pela qual me apaixonei quando a ouvi interpretada por uma pianista neste CD.

 

A “versão original”, aquela para cravo, é certamente belíssima. Mas para ouvi-la é preciso ser, digamos, iniciado, pois o cravo não é um instrumento muito melódico; e para piorar seu timbre não é muito familiar para a maioria das pessoas, que costumam relaciona-lo a musiquinhas natalinas de shopping center. Com o tempo, porém, o ouvinte aprende a “enxergar” as linhas melódicas no cravo e passa a apreciar a beleza rústica de um instrumento tão marcante em cada nota reproduzida.

 

Então vamos lá. A sonata K. 434 de Domenico Scarlatti, para cravo:

 

 

Acontece que as peças para cravo costumam ser interpretadas no piano também. A música barroca e do periodo clássico se presta especialmente a isso. O caráter transcendente das melodias e harmonias as torna, de certa forma, independentes do instrumento que as toca. E cada instrumento que as toca revela como que uma nova música, um novo universo de possibilidades e características de todo tipo. No caso da interpretação para piano a que me referi, a musicista não apenas toca a música em outro instrumento como muda completamente o clima emotivo da peça ao atribuir-lhe um tempo muito mais lento que o original (isto do ponto de vista técnico, pois toda a peça adquire nas mãos da pianista uma nova cara). Essa escola, salvo engano meu, surgiu com Glenn Gould quando este praticamente reinterpretou segundo seu próprio estilo as Variações Goldberg, de J. S. Bach.

 

Mas vamos de novo ao que interessa. A mesma sonata, para piano:

 

 

A título de comparação, apresento também a ária das Variações Goldberg, em duas interpretações totalmente distintas, uma delas sendo a famosíssima interpretação de Glenn Gould.

 

Para cravo:

 

 

Para piano (Gould):

 

 

Este é o mundo da música clássica!

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