Totentanz

Em tempos de Internet os músicos cada vez mais colocam no Youtube vídeos de suas apresentações. Nesse cenário, uma figura das mais presentes é Valentina Lisitsa, cujos vídeos de sonatas de Beethoven, como a Hammerklavier são particularmente impressionantes. Mas agora apareceu este do louco do Liszt:

Eu, de minha parte, acho que pianistas assim são loucos. Mas este é um tipo de loucura com a qual só temos a lucrar! Um tipo de loucura, digamos, corretamente canalizada para o enriquecimento espiritual de todos.

Uma curiosidade: a frase recorrente na obra é uma paráfrase do último movimento da Symphonie Fantastique, de Berlioz, e também foi usada como tema do filme O iluminado, de Kubrick. Vale ler este e este artigos da Wikipedia. Juntamente com o artigo sobre a obra de Berlioz, os dois últimos ajudam a entender o que tudo isso tem a ver com com a morte.

 

P.S.: Na verdade a melodia em si não é de Berlioz, mas de um canto gregoriano, conforme explica o próprio artigo “Dies Irae” da Wikipedia. No meio dos arranjos impressionantes de Liszt, junto com mais dezenas de acordes e notas, discerne-se uma simples e singela melodia:

 

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