Hotéis evangélicos?

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Fico sempre um pouco feliz e um pouco assustado com a presença infalível de um exemplar do Novo Testamento em um quarto de hotel. Posso afirmar com certeza que não me lembro da última vez em que fiquei hospedado num hotel onde não houvesse um desses em meus aposentos temporários.

Fico feliz porque a palavra de Deus ainda está presente neste mundo ateu, ainda que escondida dentro de uma gaveta. Por outro lado, assusta-me um pouco a ideia de que essa palavra só venha propagada por evangélicos, sob a forma da palavra de Jesus, Jesus, sempre Jesus.

Além disso, acho muito esquisito que isso ocorra em redes internacionais, como Accor e Meliá. Os administradores brasileiros desses hotéis claramente fazem uma “travessura” ao colocarem esses exemplares do Novo Testamento nos quartos, já que o fenômeno evangélico é fortemente brasileiro e é improvável que a matriz dessas redes adote como política a distribuição desses exemplares.

Curiosidade: em pousadas às vezes não encontramos o tal livro. Numa pousada bicho-grilo onde eu fiquei no interior do Rio Grande do Sul não havia nem vestígio da dita publicação. O que havia sim era um monte de mandalas e um cartaz, na entrada do lugar, anunciando uma palestra de um índio brasileiro sobre a “construção do consenso”, eufemismo para “respeito as diferenças, desde que todo mundo seja igual”.

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