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Archive for August, 2011

Obra-prima

Uma obra-prima de Olavo Bilac. Repare no jogo de plural e singular entre as rimas. E o conteúdo? Plenitude, crueldade, gratidão, desespero, esperança.

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Olavo Bilac
Tantas são tuas palavras belas
Porém de todas elas
A de que mais gosto não é uma
Palavra. É teu ponto
De exclamação!

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Se você for ouvir uma coisa só de Tchaikovsky na vida inteira, ouça isso. E preste atenção, muita atenção, à passagem de um movimento ao outro, aos 3 minutos e 19 segundos de vídeo. É maravilhoso!

 

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Estou descobrindo os trios para piano, graças a uma rádio, esta aqui.

Veja este movimento de um trio de Shostakovich. Você consegue imaginar russos marchando? Ou dançando danças folclóricas? Depois vira pauleira, uma espécie de hipnose louca, fantasmagórica talvez. Depois fica triste de um jeito misterioso. Uma obra-prima, enfim.

 

 

 

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O próximo

[Eric Weil, Filosofia Moral]

Às vezes me parece que descobrir em que consiste o amor ao próximo é tudo o que importa. Eu não sei amar ao próximo. Não sei mesmo? Se não sei direito nem o que é amar ao próximo, como posso saber se sei amar ao próximo? Talvez eu já o ame e não saiba disso.

De todo modo, sinto-me, ou melhor sei-me na obrigação de ama-lo conscientemente e não por acaso, como um animal.

E a obrigação de ajudar as pessoas a usar sua inteligência? Que crueldade, meu Deus! Elas não querem isso, mas você tem que faze-las querer? E como medir o quanto elas não querem isso? Porque se elas não quiserem com uma intensidade muito grande, isso significa que vivemos em uma dessas “situações” de que fala o autor ao fim da citação. Nesse caso não cabe tentar fazer as pessoas usarem sua inteligência, mas apenas recolher-se e tentar preservar em si o legado da Humanidade (com letra maiúscula), enquanto a humanidade (com letra minúscula) se deteriora até sei lá quando.

Jogar pérolas aos porcos é uma fatalidade? Não sei. Só sei que, ao fim, resta o desejo, aparentemente irreprimível, de faze-lo.

“Pérolas aos porcos”? O que estou dizendo? Onde esqueci minha humildade?

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Muito me marcou nesse poema a ideia da música com uma página sentida. Que coisa linda, meu Deus!

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