A maravilha da alegoria

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Na resenha de um dos livros desta magnífica coleção na Amazon, um leitor reclamava que os trechos dos Santos Padres escolhidos eram sempre alegóricos e nunca doutrinais. Bem, isso não é verdade. Mesmo que fosse, porém, uma alegoria de Santo Agostinho, por exemplo, vale mais que mil teologias doutrinais modernas. Quantas vezes já me maravilhei com as analogias que encontrei nas páginas desses volumes, como quem encontra um tio que não via há tempos e ouve dele frases que dizem mais sobre a realidade do que teorias abstratas de filósofos lunáticos!

E olha que só tenho 5 volumes da coleção… Como se diz naquela musiquinha da novela “Salve Jorge” (lamento pela desprezível referência): “…quanta coisa boa a vida tem pra te dar!”

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A boa culpa

As pessoas acham que a felicidade depende da abolição da culpa. Pensam assim porque não compreendem (diria que muitas nem mesmo conhecem) pensamentos como este, de São Padre Pio de Pietrelcina, sobre Jo 14, 27ss:

O Espírito de Deus é espírito de paz; mesmo quando cometemos os mais graves pecados, Ele faz-nos sentir uma dor tranquila, humilde e confiante, devido, precisamente, à Sua misericórdia. Ao invés, o espírito do mal excita, exaspera e faz-nos sentir, quando pecamos, uma espécie de cólera contra nós; e no entanto o nosso primeiro gesto de caridade deveria justamente ser para com nós próprios. Portanto, quando és atormentado por certos pensamentos, tal agitação não te vem nunca de Deus, mas do demónio; porque Deus, sendo espírito de paz, só pode dar-te serenidade.