Resuminho

O homem moderno vê o medo e a culpa como obstáculos (donde se verifica que sua ideia de felicidade está no controle e no poder). A culpa ele quer abolir, negando sua existência e, consequentemente, atribuindo a si próprio apenas direitos e nenhum dever (como se isso fosse possível numa sociedade). O medo ele quer abolir erigindo o Estado e a ciência como garantidores de uma segurança e de um bem-estar sem limites, que o tornem um sentimento inútil.

Mas como, para realizar esse projeto, o homem tem de dar ao Estado e à ciência total controle e poder sobre ele, resta-lhe, para se dizer feliz, fingir hipocritamente que sua submissão e seu medo em relação a esses dois entes que o dominam e controlam se dá por livre e espontânea vontade, sem violência e sem medo.

Como não conseguimos fingir para nós mesmos e sermos racionais e autoconscientes ao mesmo tempo, resta uma única solução: o esvaziamento da razão e a transformação do homem num autômato auto-enganante pleno de falsa liberdade.

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Ascensão do Senhor

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Da terra aos Céus Se eleva triunfante

E senta-Se em seu trono o Rei eterno:

Julgará com justiça a humanidade.

 

Por nossa causa Ele sofreu a morte;

Ressuscitando, fez o homem novo;

Subindo aos Céus, mostrou a sua glória.

 

Eis nas alturas a Cidade Santa:

Caminhai, ó nações, ao seu encontro;

Cristo, Rei do universo, vos espera.

 

O Senhor vence os reinos poderosos,

Aos pés de Cristo hão-de humilhar-se os grandes

E serão exaltados os humildes.

 

Assim como subiu por entre as nuvens,

Assim há-de voltar no fim dos tempos

O novo Adão da humanidade nova.

 

A morte já não é nosso destino:

A vinda do Senhor nós esperamos,

Eternamente em Cristo viveremos.

 

Lá Vos tornais, Senhor, onde subistes

Para lá nos subir donde descestes;

Nascestes para nós, por nós morrestes,

Morto por nos dar vida ressurgistes.

 

A nossa humanidade que vestistes,

Vestida para o Céu levar quisestes;

E tudo quanto nela merecestes

Connosco livremente repartistes.

 

O nascer, o morrer, o ressurgir,

O subirdes ao Céu por nos mostrar

O caminho por onde havemos de ir,

 

Tudo tem muito em si que contemplar;

Mais, muito mais em mim ver-Vos partir,

Sem Vos poder, meu Deus, acompanhar.

[FONTE]