Paz

Só para lembrar o que é paz de verdade, pois hoje em dia os conceitos estão todos politizados…

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Quam dilecta tabernacula tua (Salmo 83)

 

Salmo 83, das laudes de hoje da Liturgia das Horas:

Quam dilécta tabernácula tua, Dómine virtútum: * concupíscit, et déficit ánima mea in átria Dómini.
Cor meum, et caro mea: * exsultavérunt in Deum vivum.
Etenim passer invénit sibi domum: * et turtur nidum sibi, ubi ponat pullos suos.
Altária tua, Dómine virtútum: * Rex meus, et Deus meus.
Beáti, qui hábitant in domo tua, Dómine: * in sæcula sæculórum laudábunt te.
Beátus vir, cujus est auxílium abs te: * ascensiónes in corde suo dispósuit, in valle lacrimárum in loco, quem pósuit.
Etenim benedictiónem dabit legislátor, ibunt de virtúte in virtútem: * vidébitur Deus deórum in Sion.

 

Quão amável, ó Senhor, é vossa casa, *
quanto a amo, Senhor Deus do universo!
Minha alma desfalece de saudades *
e anseia pelos átrios do Senhor!
Meu coração e minha carne rejubilam *
e exultam de alegria no Deus vivo!

Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, †
e a andorinha ali prepara o seu ninho, *
para nele seus filhotes colocar:
vossos altares, ó Senhor Deus do universo! *
vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor!

Felizes os que habitam vossa casa; *
para sempre haverão de vos louvar!
Felizes os que em vós têm sua força, *
e se decidem a partir quais peregrinos!

Quando passam pelo vale da aridez, †
o transformam numa fonte borbulhante, *
pois a chuva o vestirá com suas bênçãos.

Os coitadinhos da moda

Parece que os sexistas – e esquerdistas em geral – estão começando a provar daquele remedinho que os conservadores provam desde pelo menos a “era dos blogues”: centenas de chatos de Internet falando mal deles. E não estão gostando nem um pouco. A diferença é que eles já estão lá no Congresso reclamando disso, enquanto a gente continua aqui, nesta terrível e caluniadora Internet, destruindo a vida dos coitadinhos com nossas palavras assassinas e nossos memes homicidas. Somos verdadeiros genocidas virtuais, não é mesmo?

 

Trecho da “Carta a Diogneto”

Os cristãos não se distinguem dos outros homens, nem pela sua terra, nem pela sua língua, nem pelos seus costumes. Com efeito, não moram em cidades próprias, nem falam uma língua estranha, nem têm um modo especial de viver. A sua doutrina não foi inventada por eles graças ao talento e à especulação de homens curiosos, nem professam, como outros, ensinamentos humanos. Pelo contrário, vivendo em cidades gregas ou bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes dos lugares quanto ao vestuário, à alimentação e aos costumes, testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal.
Vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cidadãos, mas tudo suportam como estrangeiros. Qualquer terra estrangeira é para eles uma pátria, e qualquer pátria uma terra estrangeira. […] Vivem na carne, mas não segundo a carne (cf 2Co 10,3; Rm 8,12-13); moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu (cf Fil 3,20; Heb 11,16); obedecem às leis estabelecidas, mas a sua vida está muito para além das leis. Amam a todos, e são por todos perseguidos; são mal conhecidos e, apesar disso, condenados; são mortos, e desse modo recebem a vida; são pobres, mas enriquecem a muitos; carecem de tudo, mas de tudo têm abundância; são desprezados, e neste desprezo são glorificados; são amaldiçoados, e nessa maldição são justificados; quando são injuriados, abençoam; quando são maltratados, respeitam os outros. […] Em suma, assim como a alma está no corpo, assim estão os cristãos no mundo.