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Archive for June, 2013

St Boniface 3

 

Hoje é dia de São Bonifácio, mártir, conhecido como “Apóstolo da Alemanha”, por ter empreendido uma missão muito bem sucedida na nação alemã no século VIII.

Então que tal aproveitarmos para orar pela conversão da Alemanha, que atualmente é uma das nações mais atéias do mundo?

 

Senhor Jesus Cristo, Salvador misericordioso do mundo, pela intercessão de vosso poderoso servo e mártir São Bonifácio, o Apóstolo da Alemanha, bem como por vosso Sacratíssimo Coração, nós humildemente vos suplicamos que todas as ovelhas desviadas de vossa face, e neste dia de hoje especialmente aquelas que habitam a nação alemã, um dia se convertam e sigam a Vós, que sois o Pastor e o Bispo de nossas almas, que viveis e reinais com Deus Pai, na unidade do Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

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Uma das melhores compras que já fiz foi a da coleção Falar com Deus (apesar de que o preço é salgadíssimo).

As meditações diárias, de altíssima qualidade e, ao mesmo tempo, acessíveis como leitura “informal” para quem não deseja se aprofundar tanto em teologia, são publicadas diariamente aqui. Mas atenção, elas saem do ar no dia seguinte!

Colo aqui a de hoje na íntegra (porque está sensacional):

 

MEDITAÇÕES SOBRE A SAGRADA EUCARISTIA.

QUARTA MEDITAÇÃO

44. AS CHAGAS VISTAS POR TOMÉ

– Fé com obras.

– Fé e Eucaristia.

– Intimidade com Jesus presente no Sacrácio.

I. PLAGAS, SICUT THOMAS, non intueor, Deum tamen meum te confiteor… “Não vejo as chagas como Tomé, mas confesso que sois o meu Deus. Fazei que eu creia mais e mais em Vós, que em Vós espere, que Vos ame”.

Tomé não estava presente quando Jesus apareceu aos seus discípulos. E apesar do testemunho de todos, que lhe asseguravam com firmeza: Vimos o Senhor!1, este Apóstolo não quis acreditar na Ressurreição do Mestre: Se eu não lhe vir nas mãos o sinal dos cravos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos e a minha mão no seu lado, não creio2.

Oito dias mais tarde, o Senhor apareceu novamente aos seus discípulos. Tomé estava entre eles. Então Jesus dirigiu-se ao Apóstolo e, num tom de censura singularmente amável, disse-lhe:Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos, aproxima também a tua mão e mete-a no meu lado, e não sejas incrédulo, mas fiel. Diante de tanta delicadeza de Jesus, o Apóstolo exclamou: Meu Senhor e meu Deus!3Não foi uma simples exclamação de surpresa, mas uma afirmação, um profundo ato de fé na divindade de Jesus Cristo.

Nós, à diferença de Tomé, não vemos nem tocamos as chagas sacratíssimas de Jesus, mas temos uma fé tão firme como a do Apóstolo depois de ter visto o Senhor, porque o Espírito Santo nos sustém com a sua constante ajuda. Comenta São Gregório Magno: “Alegra-nos muito o que o Senhor disse a seguir: Bem-aventurados os que não viram e creram. Sentença na qual, sem dúvida, estamos incluídos todos nós que confessamos com a alma aquilo que não vimos na carne. Alude-se a nós, desde que vivamos de acordo com a fé; porque só crê de verdade aquele que pratica o que crê”4.

Quando estivermos diante do Sacrário, olhemos para Jesus, que se dirige a nós para nos fortalecer a fé, para que ela se manifeste nos nossos pensamentos, palavras e obras: em todo o nosso modo de julgar o próximo com espírito impregnado de caridade; na conversa que sempre anima os outros a serem pessoas honradas, a seguirem Jesus de perto; nas obras, sempre exemplares em terminar com perfeição o que nos foi encomendado, fugindo dos trabalhos deixados a meio e das obras mal acabadas. “Fixemos o nosso olhar no Mestre. Talvez também tu escutes neste momento a censura dirigida a Tomé: Mete aqui o dedo e vê as minhas mãos […]; e, com o Apóstolo, sairá da tua alma, com sincera contrição, aquele grito: Meu Senhor e meu Deus! (Jo 20, 28), eu te reconheço definitivamente por Mestre, e já para sempre – com o teu auxílio – vou entesourar os teus ensinamentos e esforçar-me por segui-los com lealdade”5.

II. JESUS DISSE A TOMÉ que eram mais felizes aqueles que, sem terem visto com os olhos da carne, possuem, no entanto, a penetrante visão da fé. Por isso anunciou-lhes durante a Última Ceia: Convém que eu vá6. Quando percorria os caminhos da Palestina, a sua divindade estava oculta, a ponto de os próprios discípulos terem de recorrer constantemente à fé. Ver, ouvir, tocar, pouco significam se a graça não atua na alma e não se tem um coração limpo e preparado para crer. Nem sequer os milagres em si mesmos são decisivos para a fé, se não há boas disposições. Depois da ressurreição de Lázaro, muitos judeus creram em Jesus, mas outros foram procurar os fariseus, resolvidos a perdê-lo7. O resultado da reunião do Sinédrio, motivado justamente por esse acontecimento, resume-se numa frase referida por São João: Desde aquele dia, pois, decidiram matá-lo8.

No fundo, a situação daqueles que conviveram com o Senhor, que o viram e ouviram, que falaram com Ele, é a mesma que a nossa. O que conta decisivamente é a fé. Por isso escreve Santa Teresa: “Quando ouvia algumas pessoas dizer que quereriam ter vivido no tempo em que Cristo nosso Bem andava no mundo, ria-me de mim para mim. Parecia-me que, possuindo-o no Santíssimo Sacramento tão verdadeiramente como então, que diferença faz?”9

E o Santo Cura d’Ars sublinha que nós temos até mais sorte do que aqueles que viveram com o Senhor durante a sua vida terrena, pois às vezes tinham de andar horas ou dias para encontrá-lo, ao passo que nós o temos tão perto em cada Sacrário10. Normalmente, é bem pouco o esforço que temos de fazer para encontrar o próprio Jesus.

Podemos vê-lo nesta vida através dos véus da fé, e, um dia, se formos fiéis, vê-lo-emos glorioso, numa visão inefável. “Depois desta vida, desaparecerão todos os véus para que possamos ver cara a cara”11.Todos os olhos o verão12, diz São João no Apocalipse, e os seus servos o servirão e verão a sua face13. Um dia, vê-lo-emos com o seu corpo glorificado, com aquelas santíssimas chagas que mostrou a Tomé. Mas desde já o confessamos como nosso Deus e Senhor: Meu Senhor e meu Deus!, cremos nEle, amamo-lo sem o termos visto14 e pedimos-lhe: “Fazei que eu creia mais e mais em Vós”, com uma fé mais firme; “que em Vós espere”, com uma esperança mais segura e alegre; “que Vos ame” com todo o meu ser.

Hoje, ao considerarmos uma vez mais essa proximidade de Jesus na Sagrada Eucaristia, fazemos o propósito de viver muito unidos ao Sacrário mais próximo. E teremos sempre esse referencial no nosso coração: quando praticamos esporte, enquanto viajamos… “pois é muito boa companhia a do bom Jesus, para não nos separarmos dEle e de sua Sacratíssima Mãe”15.

“Acorre perseverantemente ao Sacrário, de modo físico ou com o coração, para te sentires seguro, para te sentires sereno: mas também para te sentires amado… e para amar!”16

III. QUANDO JESUS IA A UM LUGAR, os seus amigos fiéis permaneciam atentos à sua chegada. Não podia ser de outro modo. São Lucas narra que, certa vez, Jesus chegava a Cafarnaum, numa barca, vindo da margem oposta, e todos o estavam esperando17. Podemos imaginá-los, alegres, à espera do Mestre, desejosos de estar com Ele e de fazer-lhe os seus pedidos. Nessa ocasião – diz o Evangelista –, Jesus fez dois portentosos milagres: a cura de uma mulher que se atreveu a tocar a orla do seu manto, e a ressurreição da filha de Jairo. Mas todos se sentiram reconfortados com as suas palavras, com um olhar ou com uma pergunta pessoal. Talvez algum deles se tivesse decidido naquele dia a segui-lo com mais generosidade… Os amigos estavam pendentes do Amigo.

Nós, que não o vemos fisicamente, estamos tão perto dEle como aqueles que o esperavam e foram ao seu encontro ao desembarcar. Temos também de adquirir cada vez mais um vivo sentido da sua presença nas nossas cidades e aldeias. Temos de tratá-lo – Ele assim o quer – como nosso Deus e Senhor, mas também como nosso Amigo por excelência. “Cristo, Cristo ressuscitado, é o companheiro, o Amigo. Um companheiro que se deixa ver apenas entre sombras, mas cuja realidade inunda toda a nossa vida e nos faz desejar a sua companhia definitiva”18.

Saímos diariamente ao seu encontro. E Ele nos espera. E sente a nossa falta se alguma vez – que enorme pena! – nos esquecemos de tratá-lo com intimidade, “sem anonimato”, tal como tratamos as pessoas que encontramos no trabalho, no elevador ou na rua. Para encontrá-lo, pouca ajuda podemos receber dos sentidos, nos quais tanto nos apoiamos na vida corrente; muitas vezes teremos a sensação de estarmos “como cegos diante do Amigo”19, mas essa escuridão inicial ir-se-á transformando numa claridade jamais alcançada pelos sentidos. Diz Santa Teresa que foi tanta a humildade do bom Jesus, que quis como que pedir licença para ficar conosco20. Como não havemos de agradecer-lhe tanta bondade, tanto amor?

Dizemos-lhe, ao terminarmos a nossa oração: Senhor, nós procuraríamos a tua presença “por muitas salas que tivéssemos de fazer, por muitas audiências que tivéssemos de pedir. Mas não é preciso pedir nenhuma! És tão todo-poderoso, também na tua misericórdia, que, sendo o Senhor dos Senhores e o Rei dos que dominam, te humilhas até esperares como um pobrezinho que se arrima à ombreira da nossa porta. Não esperamos nós; és Tu que nos esperas constantemente.

“Tu nos esperas no Céu, no Paraíso. Tu nos esperas na Hóstia Santa. Tu nos esperas na oração. És tão bom que, quando estás aí escondido por Amor, oculto sob as espécies sacramentais – eu assim o creio firmemente –, permanecendo nelas real, verdadeira e substancialmente, com o teu Corpo e o teu Sangue, com a tua Alma e a tua Divindade, também está presente a Trindade Beatíssima: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Além disso, pela inabitação do Paráclito, Deus encontra-se no centro das nossas almas, procurando por nós”21. Não o façamos esperar.

E a nossa Mãe Santa Maria anima-nos constantemente a sair ao encontro do seu Filho. Como temos de cuidar da visita diária ao Santíssimo Sacramento!

(1) Jo 20, 25; (2) ib.; (3) Jo 20, 26-29; (4) São Gregório Magno,Homilias sobre o Evangelho, 26, 9; (5) Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 145; (6) Jo 16, 7; (7) cfr. Jo 11, 45-46; (8) Jo 11, 53; (9) Santa Teresa, Caminho de perfeição, 34, 6; (10) cfr. Cura d’Ars, Sermão sobre a Quinta-Feira Santa; (11) Santo Agostinho, em Catena Aurea, vol. VIII, pág. 86; (12) Apoc 1, 7; (13) Apoc 22, 4; (14) cfr. 1 Pe 1, 8; (15) Santa Teresa, Moradas, VI, 7, 13; (16) Josemaría Escrivá, Forja, n. 837; (17) Lc 8, 40; (18) Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 116; (19) Paulo VI, Audiência geral, 13-I-1971; (20) cfr. Santa Teresa,Caminho de perfeição, 33, 2; (21) S. Bernal, Perfil do Fundador do Opus Dei, Quadrante, São Paulo, 1977, págs. 417-418.

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