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Archive for June, 2014

É no mínimo triste que os alunos de Olavo de Carvalho se interessem quase que exclusivamente pelos livros de sociologia política que o professor indica, esquecendo-se de ir atrás daquelas obras que o influenciaram muito mais essencialmente. Eu mesmo fui vítima dessa tendência por um bom tempo. Só muito recentemente atinei com a importância de certas obras filosóficas a que poucos alunos dele devem ter dado atenção, como Que é filosofia?, de Ortega y Gasset, e Antropologia metafísica, de Julián Marías.

Na primeira dessas obras, surpreendi um esboço de toda a filosofia de meu professor no que diz respeito ao método do retorno à experiência real e á superação do idealismo mediante uma descrição e uma crítica profundas do fenômeno da revolução científica, que instaurou um autoritarismo metafísico travestido de ciência empírica experimental.

Na segunda, espero encontrar ainda muitas outras idéias que terão inspirado e impressionado fortemente este filósofo que salvou a minha mente do sonambulismo gnoseológico brasileiro, pelo que lhe serei eternamente grato.

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Degredados

Eis os nossos queridos antepassados, segundo nos conta Pedro Calmon:

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Estou lendo um exemplar usado de “Memórias Póstumas…” Noto que há trechos marcados, trechos “célebres”. Acho curioso as pessoas apontarem trechos célebres, porque eu, quando leio um livro, costumo me interessar por trechos os mais aleatórios, conforme me tocam o coração, a experiência pessoal. Para mim, marcar trechos celebrizados por teses acadêmicas e pela crítica em geral não significa nada. Deus me livre da crítica em geral!

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Cinza, caro amigo, é toda teoria,

E verde a árvore áurea da vida

[Goethe]

 

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Ortega y Gasset, Que é filosofia, edição de 1961, p. 132.

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O Brasil é um país onde as pessoas gostam de pular etapas. Aqui, todos sempre querem partir para o avançado sem antes fazer o básico, alçar vôos interplanetários sem antes tirar brevê, dividir as latas de lixo em várias cores sem antes dispô-las em ao menos 10% das ruas da cidade. No plano intelectual, traduz-se o fenômeno da seguinte forma. Querem ler sofisticados clássicos da filosofia e da teologia, sem antes lerem a Apologia de Sócrates ou, menos ainda, um Machado de Assis ou sequer um Lima Barreto. Querem aprofundar-se na filosofia do mito de Schelling, mas então descobrem que é preciso lê-la em… espanhol! italiano! francês! Ó raios!

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O Filósofo espanhol era também um grande escritor.

 

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(Que é filosofia, edição brasileira de 1961, p. 101)

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