Perdão

Uma das coisas mais importantes e grandiosas que aprendi com meus pais foi a perdoar. E aprendi com o exemplo, apenas, porque no discurso parecia coisa diversa. Todos nós lá “em casa” sempre tivemos o hábito de criticar as pessoas, de apontar entre nós o que elas faziam de errado conosco e com os outros, mas o curioso é que o rancor nunca se enraizava em nós, em mim. Sempre reencontrávamos com grande prazer os parentes e amigos, conversando e rindo com quem parecíamos antipatizar em palavras quando distantes de nós.

Lembrando isso tudo hoje, percebo como o exemplo é mais importante que a “pregação”. Meus pais, praticamente ateus declarados, são uns corações-moles, sempre empatizando com os erros dos outros e preocupando-se com os problemas alheios, ao ponto até de pôr em segundo plano os seus próprios e de fugir do convívio social para menos sofrer com os padecimentos dos outros. Que irônicos são os caminhos de Deus: ensinar o perdão por meio dos “ímpios” – em aparência, daí as aspas. O que, sim, não vem nunca entre aspas é o amor!

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