Viver infiltrado?

Em teoria pode até ser possível viver “infiltrado” no meio acadêmico se, se contaminar de algum modo. Mas na prática, o que tenho visto é que quem continua na academia permanece sempre intelectualmente morno, por assim dizer, ou então adere logo às idéias mainstream. Multiplicam-se os exemplos entre os meus conhecidos na Internet. A influência desse meio é tão profunda, que fica difícil escapar-lhe. Vai desde as pressões ideológicas do dia a dia até a própria estética da escrita, enfadonha e repetitiva, e do ambiente em torno, suja e decadente. As pressões mais profundas são simbólicas, portanto, e por isso mesmo muito mais eficazes e imperceptíveis.

A UnB, por exemplo, era um ambiente razoavelmente freqüentável quando eu estudei lá, no fim doas anos 90. Hoje o “minhocão” é uma pocilga imunda e decadente, povoada de estudantes não menos imundos, que mais parecem mendigos. Seres humanos normais passam por ali, é claro, mas como intrusos indesejados pelos donos auto-eleitos do local.

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