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Archive for November, 2014

Para Andrew Lobaczewski, estudar a gênese do mal somente a partir de considerações historiográficas e morais, desconsiderando os elementos psiquiátricos e psicológicos atuantes no processo, é não somente pouco científico, mas sobretudo imoral:

“Quando contemplamos o alcance do mal que Stálin ajudou a trazer, devemos sempre levar em consideração essa caracteropatia [lesão nas áreas frontais do córtex cerebral] mais ponerogênica [ou seja, que faz a pessoa semear o mal através de seus atos] e atribuir uma porção apropriada de “culpa” a ela; infelizmente, ela ainda não foi suficientemente estudada. Nós temos que considerar muitos outros transtornos patológicos, uma vez que eles têm um papel essencial nesse fenômeno macrossocial. Desconsiderar os aspectos patológicos dessas ocorrências e limitar a interpretação às considerações historiográficas e morais é abrir a porta para a atividade de outros fatores ponerogênicos; tal raciocínio deveria ser então considerado não somente cientificamente insuficiente, mas também imoral.”

Livro: Ponerologia, da Vide Editorial

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Parece-me que a democracia – pelo menos nos moldes modernos – depende daquilo que Olavo de Carvalho define, referindo-se ao iluminismo kantiano, como uma “situação hipotética de universal erudição”, em que todas as pessoas (ou ao menos uma grande maioria delas) gozem de maturidade intelectual e, portanto, tenham a capacidade de fazer as escolhas mais acertadas no que diz respeito à organização da ordem sócio-política. Em outras palavras, a democracia depende, em última instância, de uma impossibilidade pura e simples. Portanto está fadada, na melhor das hipóteses, a funcionar mal e porcamente, a não ser que haja algum princípio de ordem universal ou individual que se sobreponha a ela de maneira bem patente e que não dependa também, por sua vez, de uma impossibilidade.

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Arquitetura?

Transcrevo aqui a resposta que dei a um sujeitinho que apareceu no espaço de comentários de um post da minha mulher, insinuando que ela tinha preconceito contra formas arquitetônicas inovadoras, pois estava presa ao paradigma das “casinhas de janela quadrada e telhadinho de lajota”.

Essas “casinhas de janela quadrada e telhadinho de lajota” são o resultado de milênios de arquitetura vernacular. Ao longo de muitos séculos, o homem foi aperfeiçoando e simplificando as técnicas de construção, até chegar a formas mais simples, funcionais e com mais conforto térmico-ambiental. Aí, em algum ponto da modernidade, toda essa tradição começou a ser tratada com total desrespeito. O fenômeno teve o seu ápice com a arquitetura modernista, um movimento formado, em sua grande maioria, por pessoas ignorantes e despreparadas, sem conhecimento algum de engenharia e técnicas de construção tradicionais e populares; pessoas que, no entanto, se sentiam (e se sentem) no direito de modificar toda a paisagem urbana do mundo segundo suas próprias convicções. Grandes exemplos disso são o Rio de Janeiro e São Paulo, cujas paisagens urbanas foram totalmente devastadas pelo modernismo, com seus prismas de concreto e suas pavimentações áridas, para cuja construção foram derrubadas milhares de árvores que antes se integravam à cidade. Hoje, o que temos são cidades completamente inóspitas, desagradáveis e feias. Mesmo os representantes mais ilustres do modernismo, como Niemeyer, construíram edifícios sem qualquer tipo de conforto térmico e sonoro, que depois tiveram de ser reformados para que as pessoas pudessem freqüentá-los. Os poucos arquitetos e urbanistas que prestam no modernismo e nessas outras escolas contemporâneas são desconhecidos e até por vezes têm seus projetos confundidos com os de profissionais mais “comerciais”. Isso sem falar no desprezo que os arquitetos mais competentes têm pela arquitetura mais comercial, recusando-se, por princípio (e, por que não dizer, por ideologia), a participar da construção de prédios residenciais, deixando esta área nas mãos de amadores, o que contribui ainda mais para a deformação da paisagem urbana.

Ah, e por fim há o problema da engenharia social (estatal ou não) por meio da arquitetura e do urbanismo, que é todo um outro tema.

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Machado, poema

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Amor, meu grande Amor! Hoje é mais teu dia que os outros dias, mas só um pouco mais. Para quem acorda todo dia ao teu lado, o que são vinte e quatro horas diante da fortuna de saber que a vida inteira é um enorme dia de sol com aquele toque de frio que nos deixa com vontade de vestir um agasalho e abraçar com força a pessoa mais querida deste mundo? E para sempre!
Mesmo assim, é hoje o teu dia de nascimento. Foi hoje que, naquele dia, tua mãe te concebeu e eu, sem saber, fui feliz para sempre! Há que comemorar-se algo assim, não achas? e agradecer a ti, e agradecer a Deus.
Tamanho agradecimento, porém, não se faz com palavras, mas com o coração. Então, faz o seguinte. Imagina meu coração, imagina-me por dentro, bem dentro, metafisicamente dentro; e põe ali um enorme “obrigado” – e ele é teu.
Com amor, completamente,
Evandro

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Uma coisa é não defender nenhum partido político, não ser de esquerda nem de direita. Outra completamente diferente é calar-se diante da corrupção e da imoralidade de um ou vários partidos, ESPECÍFICOS SIM. É obrigação de qualquer pessoa defender a liberdade e a vida humana (amar aos outros) – e, acima de tudo, a dignidade, a moral (amar a Deus), porque os valores e o caráter são, grosso modo, TUDO o que vai restar de nós depois desta vida aqui.

Então vou dizer a coisa de forma bem direta: quem não combate o PT (por exemplo) aumenta em muito as suas chances de mergulhar no fogo do inferno.

Deu pra entender?

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“Acuse-os do que você faz” virou a essência da “realidade” brasileira contemporânea. Entre os pouquíssimos que não praticam isso, estão os ditos “conservadores”. Dentre estes, porém, ainda temos de subtrair aqueles que falam de “retrocesso” e “atraso” sem saber que esse tipo de linguagem é justamente a do progressismo marxista. Não há “retrocesso” nem “atraso”. Estes termos são figuras de linguagem que simbolizam subliminarmente uma suposta “marcha” dos acontecimentos históricos que é uma das marcas registradas da mentalidade revolucionária. Se a pessoa se pretende um intelectual e não conseguiu nem mesmo eliminar dos seus argumentos as idéias progressistas traduzidas em termos como esses (outro exemplo é o termo “ainda”, como na frase “aqui no Brasil o aborto ainda não foi legalizado”), como pode querer dar lição a idiotas arquetípicos como esse João Uílis?

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