O deputado e as elites ‘atrasadas’

“Acuse-os do que você faz” virou a essência da “realidade” brasileira contemporânea. Entre os pouquíssimos que não praticam isso, estão os ditos “conservadores”. Dentre estes, porém, ainda temos de subtrair aqueles que falam de “retrocesso” e “atraso” sem saber que esse tipo de linguagem é justamente a do progressismo marxista. Não há “retrocesso” nem “atraso”. Estes termos são figuras de linguagem que simbolizam subliminarmente uma suposta “marcha” dos acontecimentos históricos que é uma das marcas registradas da mentalidade revolucionária. Se a pessoa se pretende um intelectual e não conseguiu nem mesmo eliminar dos seus argumentos as idéias progressistas traduzidas em termos como esses (outro exemplo é o termo “ainda”, como na frase “aqui no Brasil o aborto ainda não foi legalizado”), como pode querer dar lição a idiotas arquetípicos como esse João Uílis?

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