Da imoralidade do reducionismo moral

Para Andrew Lobaczewski, estudar a gênese do mal somente a partir de considerações historiográficas e morais, desconsiderando os elementos psiquiátricos e psicológicos atuantes no processo, é não somente pouco científico, mas sobretudo imoral:

“Quando contemplamos o alcance do mal que Stálin ajudou a trazer, devemos sempre levar em consideração essa caracteropatia [lesão nas áreas frontais do córtex cerebral] mais ponerogênica [ou seja, que faz a pessoa semear o mal através de seus atos] e atribuir uma porção apropriada de “culpa” a ela; infelizmente, ela ainda não foi suficientemente estudada. Nós temos que considerar muitos outros transtornos patológicos, uma vez que eles têm um papel essencial nesse fenômeno macrossocial. Desconsiderar os aspectos patológicos dessas ocorrências e limitar a interpretação às considerações historiográficas e morais é abrir a porta para a atividade de outros fatores ponerogênicos; tal raciocínio deveria ser então considerado não somente cientificamente insuficiente, mas também imoral.”

Livro: Ponerologia, da Vide Editorial

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