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Archive for December, 2014

O brasileiro ainda não aprendeu que tradução não é coisa para amadores. As editoras não costumam publicar seus livros em papel higiênico para economizar, mas na hora de contratar tradutores, sucumbem ao papel higiênico impalpável também definível como, digamos, “tradutor barato”. Senão, vejamos.

Original em inglês:

english

Tradução brasileira, na qual não se atina com o fato de que “rank and file” é uma expressão, e que significa os membros comuns de uma organização, por contraste com os seus líderes:

IMG_1427.PNG

Tradução espanhola, em que não se traduz a expressão (talvez por se entender que seria redundante), mas que mesmo assim está correta:

IMG_1429.PNG

A moral da história é que a tradução é um pouco como a medicina: a incompetência ou o amadorismo do “profissional” pode converter-se em crime. A diferença é que, no crime da medicina, a vítima sofre um dano físico; enquanto no da tradução, o dano é intelectual. Ambos, no entanto, são morais – e portanto até passíveis de ação judicial. Se eu, como leitor, quisesse processar a editora, provavelmente venceria a ação.

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“É sobretudo em “tempos felizes” que a tendência para o pensamento inversivo costuma se intensificar; e vem acompanhada por uma onda crescente de histeria na sociedade. Aqueles que tentam manter o senso comum e o raciocínio apropriado finalmente terminam como minoria, sentindo-se injustiçados por ter seu direito humano de manter a higiene psicológica violado por pressões vindas de todos os lados. Isso significa que tempos infelizes não estão distantes.”

Andrew Lobaczewski, em “Ponerologia”

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Cobra de orelha

Na minha infância, eu e minha família viajávamos muito de carro – meu pai sempre foi meio “bandeirante”; até hoje reconhece o nome de qualquer cidade que alguém mencione e sabe dizer algo sobre ela. Já minha mãe sempre teve uma personalidade mais, digamos, crítica. Então, quando passávamos por alguma daquelas cidadezinhas mineiras bucólicas de beira de estrada, com uma igrejinha no alto, meu pai admirava a vista e dizia algo para ressaltar como era pitoresco aquele cenário, enquanto minha mãe costumava dizer algo assim: “A gente olha de longe e vê essa cidadezinha tão bonitinha e bucólica, mas ali dentro só tem cobra de orelha.”

“Cobra de orelha” são aquelas titias fofoqueiras, mexeriqueiras, de interior!

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