Os reacionários

Olavo de Carvalho comenta no Facebook:

“Frei Betto, André Singer e mais dois bonecos de ventríloquo vão se reunir na Apeoesp, dia 21, para discutir a “ameaça conservadora aos direitos sociais”. Têm toda a razão: o direito social de meter a mão nos cofres públicos está seriamente ameaçado. Eles têm bons motivos para estar cagando de medo.”

Pois bem, numa crônica de 1862, Machado de Assis, referindo-se à suspeita ridícula de que haveria uma revolta no dia da inauguração de uma estátua do primeiro imperador, falava o seguinte:

“(…) o ministério estéril, tacanho, ramerraneiro, como é, busca a confiança imperial na prevenção de revoltas imaginárias.”

Vejam vocês como esses comunistas são inovadores. Imitam até mesmo os conservadores. São os reacionários por excelência!

Dor de ausência

Quem respeita a língua é incapaz de negligenciá-la. Sim, porque o que hoje fazem é negligenciá-la. Escreve-se errado, não sem querer, mas de caso pensado, por impaciência e decisão própria. Está-se convicto de que um acento aqui e uma vírgula ali, em mensagens, em e-mails, em posts, não são necessários. Mas quem aprendeu mesmo a escrever não pensa assim, não quer assim – e isso, instintivamente: aquela palavra ali vista sem acento, aquela vírgula ausente, tudo isso dói nalgum lugar dentro de nós, nalgum recanto interior onde moram nossos antepassados e seus empenhos e sofrimentos, nossa humanidade mesma.