O sujeito que quer que a vaquinha vá para o brejo

Não entendi direito essa cruzadinha besta do tal Antônio Fernando Borges contra o crowdfunding, mesmo depois de ler o ótimo post do Rafael Falcón. Acho lamentável que ele se queime assim. Seu livro “Braz, Quincas e Cia” é muito bom e chegou mesmo a ser elogiado pelo Olavo certa vez, que recomendou a obra e se referiu ao autor como um dos únicos escritores de qualidade que ainda haviam sobrado no Brasil.

Parece que ele, na condição de escritor publicado pela nossa ilustre e cucaninha Cia das Letras, está com medo de perder seu mercado. Isso me leva a supor que as grandes editoras já estejam se incomodando com o surgimento desse tímido mercado conservador no Brasil, que nem quer saber delas. Num país onde ninguém lê, qualquer grupo de três ou quatro mil pessoas já é visto como a galinha dos ovos de ouro pelo mercado editorial, suponho. Mas há ainda uma possibilidade mais cabeluda: a de que a É Realizações, que o publicou mais recentemente, esteja com invejinha da Concreta, fato esse que seria ainda mais tipicamente brasileiro, dado ser mais legitimamente bobo e provinciano.

Para piorar, logo parecem ter pululado as habituais dezenas de xingadores indignados na página do sujeito, que agora está se sentindo um verdadeiro mártir. O acontecimento deu-lhe mesmo a oportunidade de usar um lindo chavão, “vergonha de ser brasileiro”, e de ainda sair-se com aquela velha desculpa de que não se pode dizer o que se pensa neste país. Bem, eu responderia com outro lugar-comum, ou melhor, provérbio: quem fala o que quer ouve o que não quer.

Mas eu tenho vergonha mesmo é desses idiotas que saem xingando e falando merda a torto e a direito no Facebook, queimando o filme da já odiada “direita conservadora”. Já me cansei desses tipos nervozinhos de Internet.

E quer saber? Também acho uma idiotice esse papo de ter vergonha de ser brasileiro. Desde quando nacionalidade é coisa de que se orgulhar ou se envergonhar? Nacionalidade é um fato, nada mais.

Outra coisa: se todas as editoras brasileiras quebrarem e só nos restar o crowdfunding, isso será uma dádiva, uma verdadeira bênção de Deus, já que essas empresas são todas velada ou abertamente esquerdistas, marqueteiras ou ambas as coisas. Além do que publicam péssimas traduções, o que me tem feito gastar rios de dinheiro comprando livros portugueses, já que por lá ainda há tradutores decentes.

Enfim, lamentável, tudo isso.

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Idiotiburi

Os reacionários já estão sendo reconhecidos como “tendência dominante”. Na verdade, sempre foram vendidos como tal pelos esquerdistas, já que é da essência do esquerdismo criar espantalhos para depois espancá-los. Mas agora a coisa está mais séria, porque esse pessoal vai literalmente perder o emprego se a sociedade mudar de ideologia. Sinceramente, não creio que isso vá acontecer com a sociedade. Já com os tais empregos, acho até possível, pois os meios de comunicação impressos e massificados andam tão decadentes no Brasil e no mundo, que basta perderem algumas centenas de leitores para falirem de uma vez por todas.

Oremos para que isso aconteça!

P.S. 1: Vide foto em que a autora figura com cara de idiota completa.

P.S. 2: Apostaria uns mil reais em que ela só fez sua pesquizinha sobre a definição de idiota depois de ler o livro do Olavo.