Procrastinando o mapa do meu mundo pessoal

Terminei de ler Mapa del mundo personal, de Julián Marías.

Não me atrevo a resenhar este livro, embora confesse que deveria fazê-lo e, mais ainda, que isso seria uma espécie de dever para comigo mesmo! Porém, parafraseando o General Washington ao ser incumbido de defender os colonos contra os britânicos, esta é uma tarefa acima de minhas qualificações – a diferença é que ele não foi covarde como eu, e assumiu-a.

Deixo então apenas uma citação:

“El hombre, si es veraz, encuentra que es «poca cosa»; y al mismo tiempo descubre, con asombro y cierto espanto, que es una persona en la que se podría ahondar indefinidamente, más aún, que invita a ello, que lo reclama, y si no se hace se tiene la impresión de estar huyendo de uno mismo.” [p. 204]

Portanto, fujo mais uma vez de mim mesmo!

Uma coisa que me ocorreu quando qualifiquei com estrelas este livro foi que sou incapaz de hierarquizar, senão grosseiramente, os livros em matéria de qualidade. Só consigo dar menos estrelas a um livro quando este é muito nitidamente inferior. Diferenças mais sutis entre um livro e outro me parecem sempre secundárias, como se não justificassem uma mudança de nota. Afinal, se um livro é de leitura indispensável, se tê-lo lido se me afigurou muito melhor do que o não tê-lo, como dar-lhe uma nota menor?

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