Ninhariando

Ah, a irrefreável urgência das questões do mundo, essa aparência das aparências, manifestação fenomênica ansiosa de entidades factuais quase conscientes da sua profunda desimportância. Pagar uma conta, dar um telefonema, resolver um litígio comercial inesperado (inesperado?) etc etc etc etc etc. Por semelhantes ninharias, quantas vezes não abandonamos os fins últimos do existir? Pelo simples desviar da mente ao fluxo do cotidiano, quão difícil parece o mero atinar com a morte última!

“Eu vou morrer um dia. Pode ser hoje!”

“Ai, deixe de ser lunático! Você tem que ligar para a GVT. Eles estão cobrando uma conta que já pagamos!”

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