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Archive for July, 2016

Relato que um colega de profissão me enviou recentemente:
“Olá, Evandro! Tudo bem? Sou tradutor técnico inglês-português e há tempos acompanho seu blog. Não tenho formação acadêmica na área. Já fiz oficinas e cursos de curta duração, incluindo de tradução literária. 
Numa das últimas oficinas de tradução literária, no ano passado, lembro-me de ter levado para uma das aulas um post do seu blog com uma tradução de Meridiano de Sangue na edição portuguesa e brasileira. Tanto o professor (tradutor da ******** editora) quanto os alunos (todos formados em Letras e alguns cursando pós em tradução) disseram que, em primeiro lugar, o português de Portugal é diferente (!). Respondi que disso eu sabia. Apenas gostaria de lhes mostrar um exemplo de como as traduções portuguesas atualmente são melhores do que as brasileiras. O professor discordou e afirmou que nunca o Brasil contou com tantos tradutores bons como hoje. Quanto aos alunos, percebi que todos só liam tradutores brasileiros. Não só isso: para minha surpresa, os alunos não eram tão bons como eu imaginava (antes mesmo de começar eu já me coloquei para baixo, como o pior dos alunos, o pobrezinho…). Já no fim do curso, o professor nos entregou um artigo do Bagno! Conheci a figura naqueles artigos do Olavo. Surpresa ainda maior foi descobrir que TODOS os alunos conheciam o Bagno! Lembro-me de ouvir ‘Ah, já li um livro dele, muito bom!’, ‘Ah, tem um livro dele…’, ‘Li a gramática dele…’ Para terminar: em quase todos exercícios, o professor colocou os meus entre os melhores; mas eu sabia que havia muita coisa para melhorar.”
Só tenho um único comentário a fazer: Sim! Temos muito mais tradutores de qualidade hoje, pois nossa população quadruplicou. Na década de 1950 tínhamos uns 6. Hoje temos uns 8.

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