Ler e amar

Muito importante este artigo. Aplica-se à literatura também. Não adianta ler, ler, ler, se não se aprende a amar o que se lê, do fundo do coração. Como fazer isso? Não sei. Mas, se uns conseguem, é porque deve ser possível. Uma das maneiras de amar é simpatizar, “empatizar”, mesmo com os autores mais alheios à nossa mentalidade. Nunca se deve ler sem se fazer um esforço ENORME para simpatizar com o que o autor está dizendo. Pode parecer difícil, quando se trate de um autor niilista ou anti-clericalista, por exemplo, e o leitor seja um católico fervoroso. Mas, se buscarmos lá no fundo de nós, certamente encontraremos um pouquinho de anti-clericalismo, certamente saberemos enxergar a parcela de verdade que há no que o niilista ateu está dizendo. E é isso o que importa. O resto vem como conseqüência.
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