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Archive for January, 2018

 

Tão simples e, ao mesmo tempo, tão esclarecedor e tão inspirador. Eu trabalho em casa, e não gosto de sair de casa. Qualquer coisa que eu tenha que fazer fora de casa já me deixa indisposto e irritado. E mesmo dentro de casa, costumo procrastinar. Postergo com freqüência as pequenas tarefas e até o trabalho. Parece que umas coisas vão gerando as outras: o postergar as tarefas de fora de casa me estimula a postergar as de dentro. E o postergar o trabalho faz este se acumular e ficar atrasado, o que, por sua vez, me faz postergar as pequenas tarefas sob a justificativa de que tenho de trabalhar porque o trabalho está atrasado. E assim o círculo vicioso vai-se prolongando ad aeternum.

Mas uma homilia como essa faz a gente pensar. Quero dizer, eu já pensava. Sei que acumulo esses pecados veniais. Mas não sabia, pelo menos não com tanta consciência, que por isso eu talvez deva estar comungando mal. Não considero, aliás, que esteja comungando mal (na medida das minhas possibilidades, claro), mas certamente poderia comungar melhor. Só comungo aos domingos.

Por outro lado, o próprio fato de eu ter descoberto um grupo de WhatsApp em que se compartilham homilias de uma paróquia do Mato Grosso (e, conseqüentemente, ter ouvido esta homilia) – que foi quase inteiramente casual, pois vi por acaso um comentário da Fabianna num post de um amigo – talvez já seja Deus me dando um presente, uma ferramenta para que eu vença os meus pecados veniais. E quantas ferramentas Deus já me deu! Desde que eu voltei para a Igreja (há coisa de uns dois anos) e até antes, desde quando se iniciou o meu processo de reconversão, fico pasmo com a quantidade de presentes que Deus me envia, quase diariamente, sob a forma de coincidências, oportunidades e satisfações que me facilitam a vida e a de minha esposa. E quantos presentes são necessários para que a gente tome tenência! Mas Deus os continua enviando, incessantemente, para nos fortalecer. E agora veio este grupo aqui, e esta homilia, para fazer de mim uma pessoa um pouco menos negligente para com sua própria vida. E ainda mais desejosa de comungar aos domingos e em outros dias também, se possível e recomendável!

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Ó querido solenóide

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A impressora estava com o “solenóide” grudado. Duas peças que precisam ficar separadas por padrão (e juntas somente quando o computador assim determinar) estavam grudadas porque uma espuminha de proteção que fica colada em uma delas derreteu-se com o tempo e transformou-se num grude. Neguinho erra no design das peças e quem paga é o consumidor.

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As pessoas, em geral, vivem a vida de maneira semi-consciente. Mas imagino que uma pesquisa revelaria que, em países como o Brasil, o nível de inconsciência é maior. Na questão dos preços, por exemplo, eu vejo os americanos analisando produtos e serviços e discutindo os diversos aspectos da relação entre o custo e o benefício de diferentes artigos que estão à venda; mas, quando faço buscas em português, é deprimente. O brasileiro não sabe analisar quase nada de um produto. Sua opinião sobre os artigos costuma ir muito pouco além de “eu o comprei para fazer tal coisa e ele a faz [ou não a faz], mas eu achei caro”. Ponto. E achar “barato”, só se o preço for ridiculamente baixo. A idéia que o brasileiro faz de preço é: está caro se sou eu que estou comprando, está barato se sou eu que estou vendendo. Então, vemos as pessoas cobrando preços exorbitantes por produtos e, principalmente, serviços supostamente VIP, ao mesmo tempo em que reclamam que tudo está caro (quando vem dos outros, claro). Isso é insanidade, inconsciência, burrice pura. Ninguém ganha dinheiro direito, porque não tem cliente e, em vez de abaixar o preço, aumenta-o achando que precisa “compensar” as perdas. Suponho que um americano daria gargalhadas se soubesse que o brasileiro deixa seu apartamento à venda por 10 anos até conseguir arranjar um trouxa que o compre, só porque não admite baixar o preço.

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