O brasileiro e os preços

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As pessoas, em geral, vivem a vida de maneira semi-consciente. Mas imagino que uma pesquisa revelaria que, em países como o Brasil, o nível de inconsciência é maior. Na questão dos preços, por exemplo, eu vejo os americanos analisando produtos e serviços e discutindo os diversos aspectos da relação entre o custo e o benefício de diferentes artigos que estão à venda; mas, quando faço buscas em português, é deprimente. O brasileiro não sabe analisar quase nada de um produto. Sua opinião sobre os artigos costuma ir muito pouco além de “eu o comprei para fazer tal coisa e ele a faz [ou não a faz], mas eu achei caro”. Ponto. E achar “barato”, só se o preço for ridiculamente baixo. A idéia que o brasileiro faz de preço é: está caro se sou eu que estou comprando, está barato se sou eu que estou vendendo. Então, vemos as pessoas cobrando preços exorbitantes por produtos e, principalmente, serviços supostamente VIP, ao mesmo tempo em que reclamam que tudo está caro (quando vem dos outros, claro). Isso é insanidade, inconsciência, burrice pura. Ninguém ganha dinheiro direito, porque não tem cliente e, em vez de abaixar o preço, aumenta-o achando que precisa “compensar” as perdas. Suponho que um americano daria gargalhadas se soubesse que o brasileiro deixa seu apartamento à venda por 10 anos até conseguir arranjar um trouxa que o compre, só porque não admite baixar o preço.

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