Pequena radiografia de uma fake news “oficial”

Observação inicial: Chamo de fake news “oficial” aquela publicada pela velha mídia.

Vejamos, em três etapas, como um jornalista mente através do acúmulo de meias-verdades.

Passo 1: Valendo-se da ignorância da crase, típica no Brasil de hoje, o jornalista faz parecer, na chamada, que se trata da esposa (“mulher”) do acusado.

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Passo 2: No título da matéria, já não se fala de “mulher”. Assim, já se vai dissipando a palavra da memória do leitor.

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Passo 3: Apresenta-se, no texto, o “fato” verdadeiro, a saber, que existe uma denúncia feita por uma JORNALISTA, ou seja, uma pessoa que, por sua profissão, já se encaixa numa posição de suspeição com relação ao acusado, já que todos sabem que os jornalistas em geral não gostam dele. Além disso, trata-se de uma acusação sem provas que não o testemunho da própria acusadora, com quem o deputado “teria tido um relacionamento”.

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Compreendem a sutileza da coisa? Você abre o jornal e a notícia fica sempre a três passos de distância. Dois deles servem de isca anunciando meias-verdades e só no último é que vem a verdade, quando vem.

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