Estadão mente sobre o ESP

Percebam a desonestidade do Estadão. A manchete diz: “Escola Sem Partido completa 1 ano em cidade do interior paulista e não tem efeito prático”.

O subtítulo já revela, parcialmente, a desonestidade da manchete: “Em Pedreira, primeira cidade a adotar legislação, professor ‘não pode incitar alunos a participar de manifestações’. Prefeito fala em ‘caráter preventivo’ e sindicato vê medida como inócua”

O primeiro parágrafo faz o resto do serviço: “O programa Escola Sem Partido completa um ano este mês em Pedreira, no interior paulista, sem registrar nenhum caso em que a lei tivesse de ser invocada.”

Ou seja, o “não tem efeito prático”, longe de ser um fato, é a OPINIÃO do… sindicato! O FATO é que não houve caso em que a lei (na verdade não é uma lei, mas deixemos este outro erro pra lá) tivesse de ser invocada, logo não parece ter havido abuso por parte dos professores.

A rigor, não há notícia nessa matéria. Até porque o Escola sem Partido só exige que se coloque um cartaz com as “regras” em sala de aula. Logo, não há como auferir efeitos práticos, senão comparando-se o número de casos de abuso antes e depois de pregado o cartaz. Como, antes, não havia registro desses casos, não há como auferir nada.

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