Pornglish

Abro a amostra para Kindle de um livro de C. S. Lewis que saiu por uma editora “Vida Melhor”. As primeiras três frases contêm um “você” para traduzir aquela maneira coloquial como os americanos se referem ao interlocutor, em seus livros, dizendo “you”. Acho deveras louvável a enxurrada de livros do C. S. Lewis e do Chesterton com que as editoras conservadoras estão inundando o mercado brasileiro. Quanto à tradução, porém, considero que 90% desse material ainda não foi vertido ao português. Foi vertido a um outro idioma, que poderíamos chamar de neopataquês, trelelê, “pornglish” ou “bereguê” – para homenagear, neste último caso, o saudoso Ruy Goiaba. Já me disseram “eis aí um nicho de mercado que você (opa!) pode explorar”. Só que esse nicho é composto por não mais que umas duas dúzias de pessoas: as que sabem falar português hoje em dia no Brasil


Advertisements