A dor e a doença

Eis um lindo texto do catolicismo ortodoxo sobre a dor e a doença. Aliás, recomendo todo o blogue, cujo autor só publica pérolas de legítimo cristianismo.

http://avidaintelectual.blogspot.com.br/2007/12/o-que-os-santos-padres-ensinam-sobre-as.html

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[Re]conversão

Hoje em dia, nem os católicos são católicos. Um dia desses um amigo meu postou este vídeo aí, em que Ralph Martin, um americano autor de um livro chamado “The New Evangelization”, observa que a “evangelização” hoje se aplica não só aos ateus, mas até mesmo aos católicos batizados. A grande maioria dos católicos batizados vivem como ateus e ignoram completamente as práticas e os dogmas de sua fé. Aliás, muitos deles nem tem fé alguma.

Muitas dessas pessoas, segundo observa Martin, acham que o inferno não existe – ignoram a questão da soteriologia (ciência que estuda a salvação das almas) e pensam, portanto, que todos os indivíduos razoavelmente bons e honestos vão automaticamente para o “céu”.

Por experiência própria (pois eu mesmo estou me reintegrando à fé da qual nunca deveria ter saído), eu posso afirmar que muito católicos hoje precisam passar por um processo de conversão para poderem realmente dizer que são católicos.

Quem quiser divulgar a fé cristã hoje e trazer seus amigos consigo, precisa informar-lhes que não basta acreditar que Deus existe, pois disso a própria razão é capaz. Nesse sentido, a palavra “acreditar” nem mesmo se aplica, pois a existência de Deus é racionalmente verificável, e as pessoas hoje só não admitem isso porque sua mentalidade está impregnada de cientificismo, que é uma crença estupidificante que faz o ser humano acreditar que empirismo matematizável é sinônimo de razão e que as ciências exatas possuem o monopólio da razão.

E por que não basta saber que Deus existe? Porque há uma coisa chamada salvação das almas, que não está garantida pela simples consciência de que Deus existe. Teoricamente, isso até seria possível para um índio, por exemplo, ou para qualquer pessoa que não tenha conhecimento da Revelação. Porém, a partir do momento que um indivíduo fica sabendo que Jesus Cristo veio à Terra, proclamou-se filho de Deus e ressuscitou para provar que dizia a verdade, esse indivíduo não tem mais o direito de furtar-se à Graça, pois Jesus exigiu que aceitássemos a Graça, sob pena de não nos salvarmos.

Ah, e não adianta dizer: “não acredito no cristianismo”, pois o fato de que Jesus Cristo é o filho de Deus também é matéria de prova racional – para isso estão aí os relatos históricos da ressurreição, que só não são aceitos como tal hoje em dia pelo mesmo motivo citado acima: cientificismo.

Quem não aceita essas coisas está em perigo e tem a obrigação de, acima de tudo, estudar estudar estudar.

Conhece-te a ti mesmo


Quantos livros dá para ler de uma vez? Quão desorganizada pode ser uma vida de estudos? Não sei responder a essas perguntas. Só sei que, fora todos esses livros da coluna aí da direita, ainda estou lendo mais uns três.

Mas, como não faz sentido ficar debatendo sobre a bagunça mental de quem quer que seja (muito menos a minha própria), quero dar uma dica e fazer uma reflexão.

A dica: não leiam a Ilíada e a Odisséia de Homero na edição da Ediouro (trad. de Carlos Alberto Nunes). Por anos tive medo desses livros, pois sempre que dava uma passada de olhos num trecho, meus neurônios se contorciam para que eu soubesse do que se estava falando naqueles versos invertidos e reinvertidos até a exaustão. Depois descobri, com a alegria contida e sóbria daquele menininho do Matrix (“instead realize the truth: there is no spoon”), que a edição inglesa, que de tantos leitores fez a felicidade, tem uma outra a sua altura, ou ainda mais alta: esta aqui e esta aqui. E ainda são jeitozinhas de manusear!

A reflexão é a seguinte. Donald Kagan, na aula 1, comenta as duas frases que apareciam na entrada do templo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo” e “Nada em excesso”. Segundo ele, as duas frases juntas significavam algo como: “(…) conhece tuas próprias limitações como mortal falível e então pratique a moderação porque não és divino, mas mortal”. Bem, eu, a partir das coisas que aprendi num certo curso que venho fazendo e de minhas humildes observações existenciais e experiências de vida, ouso tirar uma conclusão bem diversa (embora concorde que a conclusão citada também cabe). Afinal, duas frases assim isoladas podem significar muitas, mas muitas coisas mesmo. Então, continuando, gosto de pensar que as frases significavam o seguinte. Conhece-te a ti mesmo, mas não em excesso. Sabe aquelas pessoas que fazem terapia a vida inteira e terminam mais doidas do que eram antes? Pois é. Os gregos preferiam navegar.

A importância da moira?

Acho incrível que certas pessoas gastem livros inteiros discutindo coisas como: se os deuses gregos tinham ou não o poder de controlar a moira, o destino, dos mortais. Será que Zeus podia modificar o destino de alguém se quisesse? E os outros deuses? Certa passagem da Ilíada mostra que ele poderia fazer isso se quisesse, mas que os outros deuses ficariam indignados, pois o destino de um mortal já está escrito e não deve ser alterado. Alguns autores, no entanto, apontam outras passagens que põem isso em questão…

Ainda que seja grato pela existência dos filólogos (ao que parece necessária), não deixo de achar estranha a coisa toda. É estranho ser grato a alguém por perder seu tempo a vida inteira com questões mínimas, para que eu não tenha que perder o meu (ao mesmo tempo em que me familiarizo rapidamente, graças a eles, com a Antiguidade Clássica).

Assoviando, então, viro a página.

Agora estou lendo mesmo

Atualizei a seção “Estou lendo”. Não vou colocar mais as fotos das capas dos livros, pois a incumbência de preparar as imagens, fazer upload delas e inseri-las estava me dando preguiça e me levando a postergar eternamente as atualizações da seção.

Sobre as minhas leituras atuais, só gostaria de fazer um pequeno comentário. Tenho descoberto nos livros de “auto-ajuda”, desde que escolhidos os melhores, uma experiência muito vivificante de contato com a realidade. As pessoas que escrevem os melhores dentre esses livros, por não serem doutrinadas naquilo que hoje se chama de filosofia (e que eu chamaria, antes, de ciência do alienacionismo do real), realizam descobertas e expressam percepções muito enriquecedoras para a orientação pessoal na vida e a formação do caráter. Assim, tenho me valido desses livros para manter um contato maior com a verdade e a sinceridade existencial, como uma espécie de introdução à verdadeira filosofia, que é a arte de viver. Desnecessário observar que nada disso seria possível sem a orientação do meu “pai” pedagogo: Olavo de Carvalho. O Curso Online de Filosofia é uma chance em um milhão, que eu não achava que chegaria a ter nesta vida. Mesmo depois de frequentar muitas das aulas do Seminário de Filosofia em São Paulo há alguns anos, eu não enxergava as coisas que o professor tem-me feito enxergar com esse curso atual.

Por tudo isso eu me sinto cada vez mais dono de uma “mentalidade milionária”, em todos os sentidos.