Ao vivo. Mas o quê?

Meu iPhone agora transmite vídeo ao vivo pela Internet, com um aplicativinho chamado Qik. Fiquei eufórico com a novidade. Após alguns segundos, porém, veio a pergunta: vou transmitir ao vivo, mas o quê? Eu trabalhando? Eu brincando com a cachorrinha? Eu imprimindo textos? Eu almoçando? Eu viajando pelo mundo daqui a 20 anos? E quem vai querer assistir?

Bem, de todo modo, a telinha está aí do lado direito. Quem sabe um dia desses vocês não me pegam ao vivo bebendo um copo de smoothie? Isso seria, uau!, sensacional.

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Retro… ou: Reflexões de um jogador tiozão

retro

Já tive tantos videogames que nem me lembro. Comecei com um computador, o MSX, da Gradiente. “Terminei” no Playstation 2. Digo que terminei porque não tenho mais tempo para os jogos de hoje. Eles exigem dedicação integral, por dias e até semanas. Desbravar missões complicadas, descobrir segredos, tentar de novo mil vezes, isso toma tempo, sabe? Quando eu era garoto costumava ficar 3 ou 4 horas na frente de uma máquina dessas e meus pais (ou os pais de meus amigos, quando eu estava na casa de um deles) já achavam muito. E olha que eu jogava vários jogos durante essas 3 ou 4 horas. Hoje esse tempo é pouco. No Playstation 2 tem jogos que você joga por 2 horas só para descobrir como a coisa funciona. Depois é que vai começar mesmo a jogar. Tudo bem, são jogos mais inteligentes que os de antigamente. Mas será que isso compensa o fato de os moleques ficarem dias trancados no quarto jogando em vez de saírem para andar de bicicleta? Acho que não. Por mais que um videogame treine a inteligência… bem, deixa pra lá.

Só queria dizer que os joguinhos de iPhone me fizeram redescobrir aquele tipo de diversão que eu tinha antigamente. Esse aí da foto, por exemplo, é muito legal. Muito simples. Você tem que controlar sua navezinha e resgatar cientistas perdidos. Custa 99 centavos de dólar e tem 12 fases. Dá pra jogar um pouquinho ou um montão. Eu, por exemplo, joguei por 2 minutos, depois guardei no bolso o telefone. Diversão sem compromisso. Chama-se Retro – Cave Flyer (link para a iTunes Store).

Se você também gosta de jogos simples e divertidos, como nos velhos tempos de fliperama, também pode dar uma olhada no MAME, que é um emulador de jogos antigos. Você baixa o emulador (o meu preferido de Mac é o Mame OS X) e depois as “Roms”, que são os jogos propriamente ditos (estas você acha em lugares mais, digamos, alternativos, como o torrentz.com – procure por “mame roms”). Eu tenho 15GB de Roms em meu computador e comprei até um joystick da Logitec para jogar. Lembram-se de “Ghosts ‘n’ Goblins”? “Rygar”? “1943”?

Se bem que, no fim das contas, eu acabo jogando é no iPhone mesmo. Mas meu projeto para quando eu tiver mais espaço em casa é ligar meu computador em uma TV velha de tubo e jogar esses joguinhos como se eu estivesse no fliperama (na tela do computador a resolução deles fica sofrível). Ah, aposentadoria que não chega!

Conteúdo? Mas de que tipo?

Um dia desses li no Twitter de alguém o seguinte: “O Nokia N95 é um celular de quem produz conteúdo. O iPhone é um celular de quem consome conteúdo.”

Tudo bem, mas que tipo de conteúdo, cara pálida? A verdade é que quem consome conteúdo em um iPhone não vai se contentar com o conteúdo produzido por um N95. Quem consome conteúdo em um iPhone consome é Flickr e, no quesito vídeo (que é o único argumento de quem tem um N95), o Youtube, dependendo do vídeo que se assiste, nem fica muito bom num iPhone. Provavelmente o vídeo gravado com um N95 vai ficar ruim num iPhone, porque a tela do iPhone tem resolução demais para esses videozinhos gravados em celular.

Enfim, o proprietário de um iPhone, e de resto aquele de um Mac, é mais exigente com relação a conteúdo. Por exemplo, aquela culturinha de pecezista de baixar vídeo do Youtube para o computador não existe no Mac. Porque o usuário de Mac está acostumado a trabalhar em uma tela de no mínimo 1440×900 pixels, coisa que só agora está começando a virar realidade para o usuário comum de PC. Quem tem uma tela dessas não vai querer baixar aqueles videozinhos de Youtube. Vai querer alta definição. Nem DVD serve direito. O legal mesmo é ligar o computador direto na TV de LCD, via HDMI, para assistir ao último episódio de Lost com resolução Full HD, coisa que só um Sony Vaio – e dos bons – faz.

Então, quando se fala de conteúdo, tem que se ter em vista de que tipo de conteúdo estamos falando. Eu, por exemplo, leio livros inteiros, assisto a episódios inteiros de seriados, vejo shows inteiros, leio posts de blogs e artigos de revista de várias páginas no meu iPhone. Esse tipo de conteúdo não se produz num N95, nem num iPhone, mas em computadores de verdade e câmeras de vídeo de verdade.

A moral da história é que um iPhone deveria mesmo ter câmera de 3 ou 4 megapixels e gravar vídeo. Mas isso não é tão importante assim, e a Apple sabe disso. O mais importante é, como sempre foi, a interface. O vídeo e a resolução fotográfica vêm num update. A interface não. A interface desses celulares sempre foi ruim e vai continuar sendo, porque isso depende de uma visão de usabilidade que os desenvolvedores têm ou não têm.

Um dia desses eu estava numa sala de espera lendo meus feeds de notícias no iPhone. Na minha frente havia um casal. O marido mostrava para a mulher como funcionava o reconhecimento de voz de seu celular. Você registrava, em cada contato da sua agenda, sua voz pronunciando o nome daquela pessoa. Depois você pronunciava o nome e o celular mostrava o contato. E o cara ficou uns 10 minutos clicando em menus, gravando e regravando sua voz até o aparelhinho reconhecer. No final, conseguiu fazer aquilo com 1 contato de sua agenda. Enquanto isso, eu passei o olho em metade das notícias do dia e chequei meus emails. Então pensei, o iPhone é um aparelho discreto e objetivo. É como o Mac em comparação com o Windows. Você não fica perdendo tempo com besteiras. Você usa os recursos todos de verdade, porque eles estão mais ao seu alcance, não estão escondidos atrás de 20 menus.

Compartilhando as fotos com a sua mãe

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“Você não tem mais fotos para me mandar, meu filho?”, ou “Não tem como tirar do email e botar no iPhoto?”

Essas são as frases que eu mais ouço da minha mãe. Eu mando fotos por email para ela, mas ela ou não pega os emails ou então pega, mas depois se perde no lixo da caixa de entrada e não consegue ver as fotos de novo. Adicionar ao iPhoto as fotos que chegam por email é fácil, mas não para ela. Basta clicar e segurar no botão “Save” que fica do lado dos anexos, logo abaixo dos destinatários da mensagem (veja bem, clicar E segurar; não clique sem segurar porque senão as fotos são salvas sei lá onde), e ir em “Add to iPhoto”. Mas tem outro probleminha, mandar fotos por email à vezes é fogo na roupa. O limite é de 20MB (no Gmail), mas nem sempre funciona bem.

Então o melhor mesmo é fazer upload para um site e dar o endereço para sua mãe. Só que “dar o endereço para sua mãe às vezes não adianta, porque ela não entende que tem que clicar etc etc. Enfim, tive que criar um método. O site que eu uso é o Picasa. Não porque eu prefira (eu prefiro o Flickr), mas por um motivo que eu já explico. Bem, o que eu faço então? Criei um álbum de fotos chamado “Dia a dia” no Picasa e sempre mando para lá as fotos que eu quero mandar para minha mãe. Depois acesso o site, entro no referido álbum e, na coluna da direita, um pouco abaixo dos dados do álbum, copio o link “RSS”. Depois entro no iPhoto da minha mãe (veja, isso tem que ser feito apenas uma única vez, então não custa nada você fazer uma visitinha à mama, né? Mas, se você não quiser ou não puder por morar em outra cidade, pode usar isso aqui, que é outra maravilha da informática sobre a qual falarei depois), vou em “File” e “Subscribe to Photo Feed” e entro com o endereço que copiei. O iPhoto cria um álbum dentro dele, com as fotos, como se elas estivessem no computador da minha mãe. Sempre que você colocar fotos novas no seu Picasa, elas aparecem no álbum dentro do iPhoto da sua mãe. E elas funcionam em alta resolução, ou seja, se você clicar em uma delas, dá zoom sem ficar “quadriculadinho” (desde que você as tenha mandado em alta resolução para o Picasa). Por isso eu disse que uso o Picasa. Por alguma razão, se você fizer o mesmo procedimento no Flickr (sim, é possível), só dá para ver as fotos pequenininhas.

Bem, e para fazer upload das fotos para o Picasa de seu computador? Não vou explicar isso aqui, porque é só entrar no site do Google e o resto é bem intuitivo. Eles também lançaram finalmente um Picasa para Mac, mas eu particularmente não gostei do fato de o aplicativo ficar importando minhas fotos para uma pasta própria dele (apesar de elas já estarem no meu iPhoto), me fazendo gastar o dobro de espaço em disco.

Mas eu tenho algo a dizer sobre o iPhone. Só conheço duas maneiras de uploadear fotos do iPhone para o Picasa. O primeiro é baixando o aplicativo gratuito chamado Airme (aqui o link da iTunes Store). Ele é legal, mas meio brochante, porque só te deixa fazer upload de uma foto que você bate na hora, com ele. Não dá para escolher uma foto qualquer da sua biblioteca do iPhone (inacreditável, mas é verdade). E não consegui achar mais nenhum aplicativo. Todos são para Flickr e Facebook.

A outra maneira é por email. Você acessa a sua página do Picasa, vai em “Settings” (ou “Configurações”) e habilita a função “Upload  Photos by Email” (ou coisa que o valha em português). Você vai ter que criar uma “palavra secreta” e então seu email para envio de fotos será a parte do seu gmail que vem antes da arroba, ponto, e depois sua palavra secreta etc etc. Algo como “fulano.fulaninho@picasaweb.com”. Não se deixe enganar, porque na hora que você criar sua palavra secreta o google vai mostrar como email de envio apenas ela, seguido do @picasaweb.com. Por alguma razão, só depois de alguns minutos é que aparece o email certo, tipo “fulano.fulaninho@picasaweb.com”. (Eu, por exemplo, fiquei um tempão mandando emails para o fulaninho@picasaweb.com e nada aparecia no meu site de fotos.)

Depois é só mandar para esse email as fotos que você quiser, que elas aparecem no Picasa. Deixe a mensagem em branco, e o assunto da mensagem poderá ser o nome de algum álbum JÁ EXISTENTE em sua página do Picasa. Se você deixar o assunto em branco, as fotos vão para uma pasta chamada “Drop Box” que o Google cria sozinho.

Mas tem mais (aff!). O Mail do iPhone não manda fotos em resolução completa e só manda uma foto de cada vez. Você já percebeu isso? Então eu uso o aplicativo Multi-Photo Email (aqui o link da iTunes Store). Só tenha o cuidado de ir nos “Settings” do aplicativo e fazer o seguinte. Vá em “General Settings”, apague os campos “Default Subject” e “Defaul Body”, pois eles têm que ficar em branco. Desligue o “Reduce Image Size” e coloque no máximo o “JPEG Image Quality”. Assim as fotos ficarão na resolução máxima.

Ai! Como essa mamãe dá trabalho!

Vendor-Specific Device, ou: Por que amo a Apple mesmo assim

De uns três meses para cá, meu maravilhoso e potente Macbook Pro 15 teimava em não “enxergar” a câmera de vídeo embutida em sua tampa. (Quase) toda vez que eu o desligava e religava, a câmera “sumia” e os aplicativos que a utilizavam não funcionavam mais. O aplicativo que mostra as informações do sistema a descrevia como “Vendor-Specific Device”, algo como “Dispositivo de sei lá qual fabricante”. Pesquisei na Internet (eu me considero um nerd, porque quando eu tenho problemas com meu computador eu não o levo a uma assistência técnica, mas sim ao Google!) e descobri que eu tinha que “reset the SMC”, ou seja, algo como “restaurar as configurações padrão do Controlador de Gerenciamento do Sistema”, mas prefiro dizer “zerar essa porcaria de SMC”. O SMC é um chipzinho que guarda algumas informações sobre o computador, como por exemplo onde está plugada a câmera e de que marca e modelo ela é. Essas informações podem “estragar”, então você tem que “zerá-lo” seguindo um passo-a-passo que está no site da Apple. Isso fazia minha câmera “renascer” (desculpe, não resisti ao humor negro) por um ou dois dias apenas, mas depois o problema voltava.

Então resolvi pesquisar mais fundo e encontrei isso aqui, que me levou a instalar uma pastinha (download aqui) dentro da pasta do sistema, que finalmente resolveu meu problema. It seems like the problem was software-related!

Mas por que me dei ao trabalho de escrever sobre o assunto (o leitor deve estar se perguntando)?

Bem, foi só pra dizer que acabo de achar a solução para um pepino informático, e isso em plena manhã de sábado. Ahhh, nada como resolver um pepino informático logo pela manhã para começar o dia bem!

Ustream, o Youtube do presente

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Não sei por que já não existia nada parecido com o Ustream, um site de “streaming” (algo como “transmissão”) de vídeo ao vivo. De qualquer modo, a partir de agora qualquer reles mortal pode transmitir o que quiser pela Internet, ao vivo e a cores e, o que é melhor, de graça! Usando a própria webcam do computador, sem ter de configurar nada… Basta se inscrever, clicar em algo como “broadcast now” e ser feliz. Tem até um aplicativo para iPhone (aqui o link da app store), de onde você pode assistir às transmissões. Há coisas como nerds usando o computador, cachorrinhos dormindo, savanas da África, tudo ao vivo. E dá pra participar de um chat que fica rolando em cima do vídeo. Do jeito que anda a programação de TV hoje em dia… Acho que prefiro essas coisas do que ver Luciana Gimenez, Faustão e Malisa.

Enfim, não vejo a hora de começar a transmitir ao vivo a emocionante história da minha vida: o homem que ficava sentado na frente do computador o dia inteiro, com os olhos arregalados, traduzindo livros.