Trecho da “Carta a Diogneto”

Os cristãos não se distinguem dos outros homens, nem pela sua terra, nem pela sua língua, nem pelos seus costumes. Com efeito, não moram em cidades próprias, nem falam uma língua estranha, nem têm um modo especial de viver. A sua doutrina não foi inventada por eles graças ao talento e à especulação de homens curiosos, nem professam, como outros, ensinamentos humanos. Pelo contrário, vivendo em cidades gregas ou bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes dos lugares quanto ao vestuário, à alimentação e aos costumes, testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal.
Vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cidadãos, mas tudo suportam como estrangeiros. Qualquer terra estrangeira é para eles uma pátria, e qualquer pátria uma terra estrangeira. […] Vivem na carne, mas não segundo a carne (cf 2Co 10,3; Rm 8,12-13); moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu (cf Fil 3,20; Heb 11,16); obedecem às leis estabelecidas, mas a sua vida está muito para além das leis. Amam a todos, e são por todos perseguidos; são mal conhecidos e, apesar disso, condenados; são mortos, e desse modo recebem a vida; são pobres, mas enriquecem a muitos; carecem de tudo, mas de tudo têm abundância; são desprezados, e neste desprezo são glorificados; são amaldiçoados, e nessa maldição são justificados; quando são injuriados, abençoam; quando são maltratados, respeitam os outros. […] Em suma, assim como a alma está no corpo, assim estão os cristãos no mundo.

 

A dor e a doença

Eis um lindo texto do catolicismo ortodoxo sobre a dor e a doença. Aliás, recomendo todo o blogue, cujo autor só publica pérolas de legítimo cristianismo.

http://avidaintelectual.blogspot.com.br/2007/12/o-que-os-santos-padres-ensinam-sobre-as.html

A verdadeira igualdade

Todos os homens são iguais ao fazer com que tudo reflua para o fundo de si próprios, e se alguma impressão profunda, um retorno instintivo ou virtuoso à simplicidade de origem, afasta as convenções, as paixões que comumente nos furtam a nós próprios e aos outros, ouve-se sempre um discurso divino, quando um homem fala.

A.-D. Sertillanges

O animal político e sexual (The Political and Sexual Animal)

[Eugene Rose] also wrote further on the use of sexuality as an “impersonal force” by which to govern man: “Just as modern man has been made into a ‘political animal,’ so he has been ‘sexualized’ – brought to an awareness of and preoccupation with sex that is proving to be another disintegrating force upon him.”

Tradução:

 

‎[Eugene Rose] também escreveu sobre o uso da sexualidade como uma “força impessoal” pela qual o homem pode ser governado: “da mesma forma que se transformou em um ‘animal político’, o homem moderno também foi ‘sexualizado’ – tornou-se vítima de uma consciência e de uma preocupação constantes em relação ao sexo, o que tem-se revelado como mais uma força desintegradora a agir sobre ele.”

Aqui.