Os coitadinhos da moda

Parece que os sexistas – e esquerdistas em geral – estão começando a provar daquele remedinho que os conservadores provam desde pelo menos a “era dos blogues”: centenas de chatos de Internet falando mal deles. E não estão gostando nem um pouco. A diferença é que eles já estão lá no Congresso reclamando disso, enquanto a gente continua aqui, nesta terrível e caluniadora Internet, destruindo a vida dos coitadinhos com nossas palavras assassinas e nossos memes homicidas. Somos verdadeiros genocidas virtuais, não é mesmo?

 

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Resuminho

O homem moderno vê o medo e a culpa como obstáculos (donde se verifica que sua ideia de felicidade está no controle e no poder). A culpa ele quer abolir, negando sua existência e, consequentemente, atribuindo a si próprio apenas direitos e nenhum dever (como se isso fosse possível numa sociedade). O medo ele quer abolir erigindo o Estado e a ciência como garantidores de uma segurança e de um bem-estar sem limites, que o tornem um sentimento inútil.

Mas como, para realizar esse projeto, o homem tem de dar ao Estado e à ciência total controle e poder sobre ele, resta-lhe, para se dizer feliz, fingir hipocritamente que sua submissão e seu medo em relação a esses dois entes que o dominam e controlam se dá por livre e espontânea vontade, sem violência e sem medo.

Como não conseguimos fingir para nós mesmos e sermos racionais e autoconscientes ao mesmo tempo, resta uma única solução: o esvaziamento da razão e a transformação do homem num autômato auto-enganante pleno de falsa liberdade.

Rochinha

Revista Infomoney

 

 

Quando eu morava em Sampa, adorava tomar um picolé do Rochinha na praia de Juqueí. Depois os picolés chegaram à capital e eu ia com minha mulher a uma lanchonete na Rua Mourato Coelho, onde tomávamos um picolé de abacate ou coco queimado. Hoje achei esta reportagem na revista Infomoney. Muito legal.

A certeza e os camaradinhas

Revolucionário é aquele camaradinha que não tem dúvidas, que não está em busca de nada. Já achou. E logicamente quer nos brindar com sua maravilhosa descoberta. Quer pô-la em prática para a desgraça de todos.

Claro que isso é teoria. Na prática vocês sabem como é esse povo: podem ser definidos como qualquer coisa, menos como pessoas bem resolvidas.

Lindeza canina do papai

Minha lindeza canina tem um problema meio grave de alergia e por isso tem que tomar remédio todos os dias (duas vezes) para o resto da vida. Para piorar, também tem gastrite e vomita se o estômago ficar vazio. Resultado: manguinha após o remédio! É assim que as coisas desagradáveis se tornam prazeres na vida.
Ah, e vocês acreditam que toda vez que compartilho minha filhinha peluda na Internet um monte de gente me pergunta por que eu não tenho um filho com minha esposa? É o cúmulo do antropomorfismo, não?

História da Grécia

Comecei a acompanhar este curso aqui, ministrado por Donald Kagan. A coisa não é muito espontânea, porque o sujeito fica lendo um texto pré-redigido (isso se chama lecture e é muito comum nos EUA). Mas estou gostando bastante. Tem transcrições e o vídeo (ao menos a versão de Quicktime) tem até legendas em inglês. Já estou comprando os livros da bibliografia também, mas estão demorando uma eternidade para chegar ao Bananão. Pedi um dele há mais de dois meses e ainda não chegou.

Daqui a 15 anos será festa lá no meu apê

Depois que vendi meu apê e investi o dinheiro, passei a entender melhor por que as pessoas não fazem isso. Acho que o brasileiro realmente não tem preparo para esse tipo de empreitada. Simplesmente não existe essa cultura por aqui. E eu, por mais que odeie a culturinha de meu País, herdei a dita cuja. De modo que, desde que fiz a coisa, fui tomado por estados psicológicos contraditórios e múltiplos, como impaciência, frustração, empolgação, espírito de torcida, raiva, tédio, pressa, apatia e desânimo. Também sinto (ainda menos) vontade de trabalhar, por saber que o dinheiro que está lá provavelmente vai render, em 10 ou 15 anos, muito mais que minha mão-de-obra.

Mas não desisti e não desistirei. Tenho 90% de certeza de que em 15 anos (infelizmente, pois não sou egoísta) estarei em melhor situação que 90% das pessoas que conheço. Mas o caminho será duro, pois um investidor “amador” neste País tem de ficar constantemente respondendo às perguntas incrédulas de familiares e amigos, combatendo opiniões contrárias, além de ter que controlar suas próprias emoções e incertezas. Sabe aquela sensação de “ninguém pensa como eu”? Pois é, já estou familiarizado com ela. Chama-se deslocamento cultural. As coisas são assim em todas as esferas de minha vida. Não é fácil lidar com isso. Ainda mais porque, na cabeça dos brasileiros, o único problema realmente sério que alguém pode ter na vida é a falta de bens aqui e agora. Por esse motivo, ninguém se consola com o fato de eu viver de aluguel e ter dinheiro no banco para comprar um apartamento (ainda que minúsculo).